Plano de Contingência

Plano de Contingência

O Caminho Mais Difícil na Guerra Tarifária com os EUA

Brasil escolhe medidas internas enquanto outros países negociam redução de tarifas com Washington

Dia 08 de Agosto de 2025, participei do programa Conexão Record, na Record News TV, para analisar o plano de contingência que o vice-presidente da República está elaborando para auxiliar empresas brasileiras mais afetadas pelo tarifaço americano.

Embora a medida tenha como objetivo minimizar os impactos econômicos, na minha visão o governo está escolhendo o caminho mais difícil: criar uma solução interna ao invés de buscar uma negociação direta com os Estados Unidos para reduzir as tarifas — algo que já funcionou para vários países.

Negociar é mais simples e mais estratégico

O presidente Lula poderia ligar diretamente para o presidente Donald Trump e iniciar uma negociação comercial, assim como já fizeram países como Vietnã, Argentina, Japão e Índia.
Essas nações conseguiram acordos que reduziram as tarifas americanas, ampliando a competitividade de seus produtos no mercado norte-americano.

Ao optar por não agir nesse sentido, o Brasil perde um momento estratégico: o dólar está em queda no cenário global, o que poderia tornar nossos produtos ainda mais competitivos no exterior.

O risco das soluções paliativas

Sem uma negociação direta, o que se desenha é um programa de empréstimos incentivados para as empresas mais afetadas.
Na prática, essa medida aumenta o endividamento das companhias, em vez de resolver o problema na raiz.

Muitas dessas empresas já enfrentam dificuldades de caixa e margens de lucro comprimidas. Ampliar o passivo financeiro pode comprometer ainda mais a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Perda de oportunidade e competitividade

Essa escolha política e estratégica nos coloca em desvantagem.
Ao invés de aproveitarmos a queda do dólar e buscarmos posicionar o Brasil como um player mais competitivo no comércio exterior, estamos caminhando na direção contrária.

O resultado provável? Colheremos os piores frutos dessa guerra tarifária, enquanto outros países ampliam sua participação no mercado norte-americano.

Conclusão: precisamos pensar estrategicamente

O plano de contingência é uma resposta emergencial, mas não substitui uma estratégia de negociação internacional eficiente.
Com diálogo, diplomacia e foco na competitividade, poderíamos obter condições mais favoráveis para as empresas brasileiras, gerando impacto positivo no emprego, na economia e na balança comercial.

O momento exige visão estratégica e coragem política para adotar o caminho que, embora pareça mais complexo no curto prazo, traz resultados muito melhores no longo prazo.

Veja o programa na íntegra

Qual sua opinião?
Acredita que o Brasil deveria negociar diretamente com os Estados Unidos para reduzir as tarifas ou que o plano de contingência é a melhor solução no momento?
Deixe seu comentário abaixo e vamos debater.

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