Author Archives: Denis Medina

O planejamento no século XXI

Por David Kupfer

“A luta contra o subdesenvolvimento é um processo de construção de estruturas. Implica, portanto, a existência de uma vontade política orientada por um projeto.” Celso Furtado em “O longo amanhecer: reflexões sobre a formação do Brasil”. Editora Paz e Terra, 1999

A crescente ênfase com que temas ditos “heterodoxos”, como planejamento e investimento, vem sendo tratados no debate econômico internacional merece registro. Em um artigo denominado “Uma ciência ainda mais lúgubre”, publicado na página de opinião do Valor de 8 de maio último, J. Bradford DeLong sumariza o debate sobre a capacidade de a política macroeconômica proporcionar uma cura eficiente para os males do baixo crescimento: “os governos precisam assumir maior responsabilidade na assunção de riscos, no planejamento de longo prazo e nos investimentos”. Um dos economistas citados no artigo, Larry Summers, em entrevista publicada pelo jornal nesse mesmo dia, discorrendo sobre o problema da estagnação secular e os meios para evitá­la, indica que “…A prioridade tem que ser o estímulo ao investimento. Há um papel para políticas estruturais que incentivem o investimento privado e há outro para políticas fiscais expansionistas, especialmente aquelas orientadas para o investimento público”.

Mas o que é o planejamento de longo prazo? Extraída do pensamento furtadiano, a epígrafe dessa coluna explicita três idéias­força atemporais relacionadas a esse tema: construção de estruturas, projeto, vontade política. Vale a pena, portanto, discutir como essas ideias­força podem ou devem se sequenciar em experiências concretas de planejamento do desenvolvimento. Adiante são abordadas três possibilidades:

No século XXI, a planificação, que é a elaboração de projetos estáticos, é substituída pela estratégia

Primeira sequência: é um projeto que explicita as estruturas a serem construídas, para cuja consecução a vontade política é mobilizada. Se assim for, essa é uma visão racionalista, emanada de uma burocracia superdotada, que tudo sabe e tudo vê. É a visão de um mundo movido pela tecnocracia. O desafio aqui é evitar que o conhecimento técnico aprofundado, tão necessário para definir diagnósticos e proposições, não se traduza em simplificações da dimensão político­institucional dos processos sociais.

Segunda sequência: é uma vontade política de construir certas estruturas para o que se formulam projetos. Se assim for, essa é uma visão de um governo ativo, que pactua com a sua base de sustentação as necessárias intervenções no processo econômico. É a visão de um mundo movido pela política. A problemática aqui está em não permitir que a ideologia, tão essencial para que se consiga construir modelos de interpretação da realidade, não sirva como engessamento das visões de futuro.

Terceira sequência: é um conjunto de estruturas a serem construídas que levam à formulação de projetos que comandam a vontade política. Se assim for, essa é a visão do planejador, voltado para a construção do futuro, não como algo que se prevê nem tampouco algo que se deseja e sim como algo que se define como possível. É a visão de um mundo movido por seus determinantes estruturais. É a visão furtadiana por excelência, consistente com a sua atuação como um dos principais defensores do papel crucial do planejamento na promoção do desenvolvimento econômico.

Porém, no século XXI, há transformações de grande impacto que modificam radicalmente a arquitetura analítica da reflexão sobre o planejamento. Primeiro, as interações entre agentes, grupos, instituições se dão na atualidade em um ambiente de complexidade que exige muito esforço e competência para ser compreendido e mais ainda para ser regulado. Segundo, por paradoxal que pareça, o aumento do conhecimento trazido pela vigência da sociedade da informação, porque alarga o conjunto de possibilidades, tende a provocar mais desconhecimento, aumentando, e não reduzindo, as incertezas sobre o futuro. Por isso, torna­se necessário apostar em múltiplas soluções. Terceiro, vive­se hoje em um mundo de preços flexíveis devido à desregulamentação financeira, à globalização do sistema de empresas líderes e à quebra da coordenação oligopolista, antes assentada na existência de barreiras estáticas à entrada, substituída pela concorrência baseada em inovação (destruição criadora schumpeteriana).

Dentre outras consequências, o planejamento de quantidades, típico do século XX, vê­se seriamente dificultado. No século XXI, a planificação, que é tão somente a elaboração de projetos estáticos, está sendo substituída pela estratégia, o que significa um processo permanente de revisão e ajustamento das metas e instrumentos de construção do futuro. Implica, portanto, a necessidade de uma institucionalidade completamente nova, pouco ou nada semelhante à que existiu no passado. Diante de realidades muito dinâmicas, planos rígidos, que se cristalizam, podem até mesmo constituir mais fonte de problemas do que de soluções.

Para o Brasil, é grande o desafio. É claro que avançar no planejamento do século XXI requer capacidade macroeconômica de financiamento na contramão do ciclo de negócios. Mas depende também de outros elementos que se situam muito além do que é o núcleo duro da política econômica: coordenação, monitoramento e avaliação. Dentre as instituições brasileiras, especialmente dentre o aparato extra­estatal, predominam os objetivos de defesa da renda. Instituições pró-­planejamento, voltadas para a redução de incertezas, coordenação ou acumulação de conhecimento e aprendizado são poucas e menos proeminentes. É necessário mudar esse perfil.


Oportunidades de Trabalho

A Fundação Estudar que existe para despertar e desenvolver o potencial de jovens talentos, junto com o portal Na Prática, está com diversas oportunidade de estágio, trainee e outros cargos.

Estão disponíveis as seguintes oportunidades:

10846341 962212853793335 2972509758009790776 n
Programa de Trainee BTG Pactual

Large m square photoshop  1
Programa de Formação de Investidores (Estágio e Analista)

Large mckinsey
Business Analyst

Large 1000943 1400626596828332 1573388436 n
Supervisor de Elétrica – Fortaleza

10247472 1025916670755100 4752528860019801646 n
Estágio em Seleção e Apoio a Empreendedores (Fortaleza)

Large votorantimc
Programa de Estágio Votorantim Cimentos 2015

944473 597862803559030 340999526 n
Estágio em Comercialização de Energia

11001895 849072481798930 1761284950789660433 n
Estágio em Expansão
Estágio em Atendimento

1236824 563365793724004 365486658 n
Coordenador de investimento de impacto

1005100 174242416082475 745722417 n
Associate Consultant & Associate Consultant Intern

Large pearson
Consultor de Campo
Analista de Teste
Consultor de Vendas – Curitiba
Consultor de Negócios – São Paulo / Distrito Federal / Curitiba / Florianópolis / Recife
Assistente Administrativo
Analista de Gente & Gestão
Consultor de campo (franquias de idiomas e profissionalizantes)

10421097 995654313781238 1131612405378133280 n
Analista de Planejamento
Coordenador de Sistemas

Analista de Gestão

562442 370861886284010 43590363 n
Estágio na área de Operações

Large logo thumb
Analista Business Intelligence – Rio de Janeiro (Mar/2015)

Large ideal invest 3
Gerente Trainee Comercial
Gerente Novos Negócios

10646976 776061129099215 7102509827788376008 n
Product Manager – Credit Card

Large blockhold
Programa de Trainee
Programa de Estágio 2015

10427364 400902376744618 6245130853535021123 n
Estagiário de Marketing

Vale a pena visitar o Mural de Oportunidades

Capture


Apple, Amazon, Google e Samsung estão contratando no Brasil

Na última segunda-­feira (05/01/15), a Apple abriu vagas de emprego para os brasileiros que quiserem trabalhar na nova loja da empresa – rumores dizem que a segunda unidade da Apple deve ser inaugurada no shopping Morumbi, em São Paulo.

Porém, a empresa de Cupertino não é a única do setor tecnológico que está contratando. A Amazon,Google e Samsung com vagas abertas no Brasil para estagiários e trainees.

Confira as oportunidades:

Amazon

A empresa tem vagas em São Paulo, no seu escritório na Vila Olímpia, para estudantes que vão se formar entre julho de 2016 e julho de 2017 nas áreas de administração de empresas, engenharia, economia, relações internacionais, marketing, psicologia, relações públicas, comunicação social, contabilidade, TI e logística. O salário não foi divulgado.

As inscrições podem ser feitas pelo site da Page Talent.

Google

A empresa procura universitários que vão se formar em dezembro de 2015 para seu programa de estágios. Há vagas em áreas, como vendas, atendimento ao cliente e marketing, todas no escritório de São Paulo. Inglês fluente é obrigatório para conseguir uma das vagas.

As inscrições para o processo seletivo vão até o dia 15 de fevereiro pelo site da empresa e a previsão de contratação é para o mês de maio.

Samsung

A empresa tem 19 vagas em aberto nos seus escritórios no Brasil, Chile e México para seu programa de trainees. Podem participar do processo seletivo pessoas que tenham concluído a graduação em qualquer área entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2015. Os escolhidos vão passar por diversas áreas da empresa como marketing, recursos humanos e logística. A empresa exige inglês avançado e considera a fluência no idioma espanhol como um diferencial. O valor do salário não foi divulgado, mas a empresa oferece até dois salários mensais de bônus por ano.

As inscrições para o processo seletivo vão até o dia 18 de janeiro pelo site da Cia de Talentos.

Boa Sorte!!!



Taxa Selic

Category : Economia

O que é taxa Selic ?

//www.youtube.com/watch?v=9hZ-OXU_4NQ


13/08 – Dia do Economista

Category : Economia

Origem do Dia do Economista

No dia 13 de agosto de 1951, o presidente Getúlio Vargas sancionou a lei 144, que criou a profissão de economista, por isso a data é celebrada nesse dia.

Parabéns a todos economistas, acadêmicos de economia, aspirantes de uma profissão apaixonante. Dedicados a realizar cálculos e planejamentos usando toda sua aptidão para o desenvolvimento do país.

DiaEconomista2014

 



Nota de R$ 100 vale só R$ 22,35

Após 20 anos, Real perde poder de compra,

e nota de R$ 100 vale só R$ 22,35

 

Ao longo de quase 20 anos do Plano Real, a inflação acumulada desde 1/07/1994 até 1/2/2014, medida pelo IPCA, foi de 347,51%.  Assim, um produto que custava R$ 1,00 em 1994 custa hoje R$ 4,47.

O matemático financeiro José Dutra Vieira Sobrinho afirma que, em decorrência desse fato, a cédula de R$ 100,00 perdeu 77,65% do seu poder de compra desde o dia em que passou a circular. Com isso, o poder aquisitivo da nota de R$ 100,00 é hoje de apenas R$ 22,35.

“O real foi reduzido a quase um quinto do valor em 20 anos”, diz o professor. “Mas isso ainda é uma vitória. Porque mesmo passados 20 anos, ela ainda mantém um certo poder aquisitivo. O histórico anterior era de uma inflação que chegava a 5.000% ao ano.”

A garoupa virou lambari

“Com essa desvalorização, se o indivíduo ganhava R$ 100 em 1994 agora precisa de R$ 400 para poder atender aos seus desejos”, diz o professor de Economia do Insper Otto Nogami. “A garoupa virou um lambari”, referindo-se ao peixe que estampa a nota de R$ 100.

A onça também virou um gatinho –a nota de R$ 50 hoje tem o poder de compra de R$ 11,17. Em 20 anos, o valor da moeda de R$ 0,01 praticamente desapareceu.

Isso se deve por conta do efeito da inflação sobre o poder de compra. “A inflação é o  termômetro que mede a diferença entre o desejo de consumir e a capacidade de produzir”, diz Nogami.

Quando o desejo de consumir é maior do que a capacidade de produção, os preços sobem.

Inflação é problema crônico no Brasil

O crônico problema brasileiro com a inflação está, portanto, na incapacidade de o país produzir o suficiente para atender à demanda reprimida, ou seja, àqueles que querem consumir e pagam por isso.

“Há também um incentivo inconveniente e imprudente por parte do governo de estimular compras sendo que não há a produção necessária para atender o consumo.

Outro fator que estimulou a inflação foi a queda abrupta da taxa de juros até 2012. A oferta de crédito fez com que as pessoas se sentissem mais “ricas”. “O brasileiro partiu para o consumo desenfreado, se endividou, se tornou inadimplente.  E a conta para pagar veio.

Como sair dessa situação?

É simples, diz o professor Nogami. A primeira providência é investir no setor produtivo para adequar as necessidades de produção ao consumo.

O segundo item importante é o investimento em educação. Incluir na grade curricular conceitos fundamentais de finanças pessoais. Ensinar a importância de poupar.

“Sonhos de consumo podem e devem ser realizados, mas mediante um planejamento. Primeiro economizar para realizar o sonho e não antecipar o sonho usando empréstimos e financiamentos que no médio prazo reduzem sua capacidade de consumir”, diz.

E, quando o produto estiver caro demais, deixe-o na prateleira. Afinal, quando o produto sobra, as liquidações aparecem.

 


Recursos externos e fator eleitoral animam mercado

Notícia do jornal Valor Econômico de hoje (01/04/2014)

 

Circulam duas explicações para o surpreendente otimismo que tomou conta do mercado financeiro em março e fez a bolsa subir 7,05%, a maior alta mensal desde janeiro de 2012. Uma diz que a tendência resulta do ingresso de recursos estrangeiros no mercado doméstico, vindos, inclusive, da Rússia. Outra sustenta que o rebaixamento da nota de crédito brasileira pela Standard & Poor’s não teve impacto e que as pesquisas mostrando queda na avaliação positiva do governo Dilma Rousseff entusiasmaram os investidores.

 

Pode haver um pouco de verdade em cada uma das explicações. Em março, até o dia 27, o saldo líquido do ingresso de recursos estrangeiros na Bovespa estava positivo em R$ 2,2 bilhões e, no ano, em R$ 2,6 bilhões. De outra parte, na avaliação de gestores ouvidos pelo Valor, o fator eleitoral entrou definitivamente no radar. A ponto de dar impulso geral na cotação das ações. Dos 73 papéis que compõem o Índice Bovespa, 60 subiram em março, com destaque para empresas estatais, como as elétricas Cesp (18,44%), Copel (18,06%) e Eletrobras (19,69%), além de Petrobras (16,11%). Enquanto isso, o real se valorizava. Em março, o dólar teve queda de 3,24%.

 

Há outras explicações para o bom humor. O aumento da Selic, que amanhã deve subir para 11%, beneficiou investidores de renda fixa e atraiu aplicações estrangeiras. E há fatores externos. Ontem, a presidente do banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, durante discurso em Chicago, disse que a economia americana precisará de suporte por mais algum tempo. Ela reforçou a ideia de que o mercado de trabalho nos EUA está longe de ser considerado saudável, o que requer a continuidade da política de estímulos monetários. Em resposta, as bolsas americanas subiram: o Dow Jones, 0,83%, e o Nasdaq, 1,04%.


Mercado eleva projeção para a Selic em 2015

Category : Economia

SÃO PAULO  –  Os analistas do mercado financeiro reduziram ligeiramente suas estimativas para a inflação neste ano e mantiveram a projeção para 2015. Eles veem, contudo, um aumento maior dos juros básicos da economia no ano que vem, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. A autoridade monetária colhe projeções entre cerca de cem instituições.

Já analistas do grupo Top 5 – os que mais acertam as projeções – acreditam em aperto maior dos juros já neste ano e também no próximo.

A mediana do mercado para a Selic ao fim deste ano seguiu em 11,0%, mas subiu de 11,50% para 11,88% em 2015. A taxa está, atualmente, em 10,50% ao ano. Já a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cedeu de 6,02% para 6% em 2014. A projeção para o IPCA de janeiro caiu de 0,75% para 0,72%. Para 2015, a aposta seguiu em 5,70%. A projeção em 12 meses passou de 5,99% para 6,00%.

O grupo Top 5, por sua vez, elevou sua estimativa para a taxa básica de juros de 11,50% para 11,75% em 2014, e de 11,50% para 12,25% em 2015. As estimativas desse grupo para o IPCA continuaram as mesmas, de 6,20% para este ano e de 6% para 2015.

Estimativas para o câmbio também foram ajustadas. O mercado em geral agora espera um real mais desvalorizado, em R$ 2,47, no fim deste ano. A projeção anterior era de R$ 2,45. O mesmo ocorre para 2015, para quando a taxa foi ajustada de R$ 2,50 para R$ 2,51.

Atividade

As projeções do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) seguiram as mesmas, de crescimento de 1,91% neste ano e de 2,20% em 2015. A estimativa para o aumento da produção industrial de 2014 foi ajustada para baixo, contudo, de 2,20% para 2,00%. Em 2015, o mercado vê um desempenho melhor e elevou a estimativa de 2,95% para 3,0%.

Resultado fiscal

Os analistas do mercado financeiro elevaram de 1,4% para 1,5% a estimativa para o superávit primário do setor público consolidado em 2014. O critério abrange Estados, municípios, BC, estatais e governo central.

Em 2013, o superávit primário foi de 1,90% do PIB, segundo informou o BC na sexta-feira. Foi o menor da série, iniciada em novembro de 2002.

O governo deve divulgar até o fim deste mês qual será a meta da economia para pagar juros da dívida neste ano. O percentual a ser definido ganhou ainda mais relevância nas últimas semanas diante das turbulências externas que atingem os países emergentes, que elevaram as cobranças por austeridade fiscal do governo Dilma Rousseff.

Estimativas de mercado – Boletim Focus

Fonte: Banco Central
Indicador 2014 2015
IPCA 6,00% 5,70%
IGP-M 5,90% 5,5%
Dólar (fim de período) R$ 2,47 R$ 2,51
PIB 1,91% 2,20%
Selic (fim de período) 11% 11,88%
     

(Ana Conceição | Valor)

© 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em //www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico. 

Leia mais em:

//www.valor.com.br/brasil/3417082/mercado-eleva-projecao-para-selic-em-2015#ixzz2sMGAFNgI


Programa de Estágio 2014 do Google

Category : Economia

Estão abertas as inscrições para o Programa de Estágio do Google, mais conhecido como: “Google Business Internship Program Brazil 2014″.

O estágio será no escritório de São Paulo para estudantes com previsão de graduação entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015.

Programa de Estágio no Google para 2014

 

requisito primário é ter excelentes habilidades de comunicação e escrita, tanto em inglês como em português. Os selecionados irão trabalhar nas áreas de vendas de anúncios, estratégia de negócios, recursos humanos, jurídica, marketing, mídia, parcerias, produtos e finanças.


Ultimo trimestre de 2013

Ultimo trimestre de 2013

Temos ainda quase 3 meses para atingir nossos objetivos.
Estou falando dos nossos objetivos pessoais.
Todo final / início de ano muitas pessoas traçam seus “planos para o ano”.
3/4 do ano de 2013 já se foi. Sabemos que é impossível mudar o passado. O que aconteceu, aconteceu.
Mas ainda temos 1/4. Ainda temos 3 meses.
Temos tempo suficiente para nos empenhar e buscar nossos objetivos, mudar a realidade, alcançar nossos sonhos para 2013.
Vejam o que diz o Valor Econômico de hoje, 02/10/2013:

Em nova fase, EAS define expansão  Assinante online

Estaleiro Atlântico Sul vai investir R$ 590 milhões para ampliar capacidade
AP Photo
Montadora avalia que mercado brasileiro tem potencial para estar entre os maiores do mundo

Tech Mahindra planeja adquirir companhias brasileiras Assinante online

A partir de janeiro, expectativa do braço de serviços de tecnologia da informação do grupo indiano Mahindra é de reforçar a busca por possíveis alvos no país. Tech Mahindra, braço de serviços de tecnologia da informação (TI) do grupo indiano Mahindra, está interessada em fazer aquisições para ganhar terreno no Brasil.

Ser Educacional pode levantar quase R$ 1 bi no IPO Assinante   online

Recursos da oferta primária serão destinados a aquisições, ensino a distância e novos imóveis
Primeira unidade fora da Itália disputa mercado já dominado por grandes marcas

Banco Central da Noruega aumenta participação na Marcopolo

Norges Bank ampliou fatia de 4,09% para 5,11%, o que soma 28,4 milhões de papéis preferenciais da empresa brasileira

Na FGV, indústria ganha papel de destaque Assinante online

Economistas reunidos na FGV, em São Paulo, ressaltaram a importância da indústria para o crescimento do país
EMPRESAS

UCB quer país entre os seus maiores mercados Ícone

Joel Barlan, presidente da Meizler-UCB, pretende acelerar investimentos.
EMPRESAS

Varejistas investem em Praia Grande Ícone

Reobol, da Todeschini, fala do público de Praia Grande: “São os expatriados de Santos, onde o mercado […] está caro” Atraídos pelos lançamentos imobiliários, aumento do emprego formal e do poder de compra do salário mínimo
EMPRESAS

Otimismo com Natal e 13º salário Ícone

aumento das vendas no quarto trimestre deste ano, puxado pelo Natal e pelo pagamento do 13º salário aos consumidores, deve proporcionar um crescimento de 8,5% a 9% nominais (sem descontar a inflação) no faturamento das lojas instaladas nos shopping .
EMPRESAS

Weber Shandwick vai a Brasília em 2014 Ícone

operação brasileira é a que mais cresce entre os 81 países que o grupo de relações públicas americano Weber Shandwick está presente.

Mercado teme mais risco de calote dos EUA  Assinante online

Investidores estão mais preocupados com a questão de aumento do teto da dívida americana do que com paralisia do governo, provavelmente de curta duração

Conab investirá R$ 500 milhões em silos Assinante online

Anna   Carolina Negri/Valor
Objetivo é expandir em 43%, a 2,81 milhões de toneladas, capacidade de armazenagem até 2015, informou o presidente da  entidade, Rubens Rodrigues dos Santos

Aqua Capital eleva aporte no Brasil e prospecta vizinhos Assinante online

Crescimento da receita da Aminoagro poderá dobrar com a participação do Aqua

Mobius critica pessimismo com emergentes  Assinante online

Para gestor, muita ênfase foi colocada no impacto que a retirada de estímulos pelo Fed pode ter sobre os mercados emergentes

Banco Safra, Itaú BBA e BTG Pactual caçam talentos

Com a intenção de formar profissionais para sustentar o crescimento da empresa, o Banco Safra volta neste ano a promover o programa de trainee, e traz uma novidade para atrair os melhores talentos. Os selecionados já vão começar o programa com um bônus de aprovação no valor de R$ 20 mil.
Para todos os lados que eu olho, eu vejo oportunidades.
Oportunidades de crescimento, oportunidades de realizações, oportunidade de concretizar sonhos.
Entendam, não estou escrevendo isso porque sou otimista.
Estou escrevendo para que me ajudem a confirmar, se o que eu estou lendo está correto.
Expansão, crescimento. novas fábricas, empresas estrangeiras vendo o Brasil como um dos maiores do mundo, Estados Unidos com risco de calote, oportunidades de trabalho, otimismo…..
Não temos apenas notícias boas.
Temos muitas empresas com problemas, empresas demitindo, Grupo EBX dando calote internacional, dólar instável, governo que não ajuda, violência, transito, chuva….. temos desculpas de sobra pra murmurar e ficar inertes, sem ação dizendo que as coisas estão uma mer…….cadoria.

Ultimo trimestre de 2013

Como você quer se lembrar de 2013?

A escolha é sua.


Entrevista de Emprego

Category : Economia

Já pensou em uma entrevista assim???

A Heineken, fez!

Veja o video

 

//www.youtube.com/watch?v=j5Ftu3NbivE

 


IGP-M de agosto de 2013

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,15% em agosto.

Em julho, o índice variou 0,26%. Em agosto de 2012, a variação foi de 1,43%.
A variação acumulada em 2013, até agosto, é de 2,16%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 3,85%.

Os três componentes do IGP-M apresentaram as seguintes trajetórias, na passagem de julho para agosto: IPA, de 0,30% para 0,14%, IPC, de -0,07% para 0,09%, e INCC, de 0,73% para 0,31%.

Olhando este indicador importante da economia, vemos que a inflação está sob controle.

IGP-M de 3,85% no acumulado em 12 meses, está dentro da meta.


Aumento da Taxa Selic

Tags :

Category : Economia

 

Ontem, 28/08/2013, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a Selic em 0,5 ponto porcentual, para 9% ao ano. Com esse movimento, começa a se formar no mercado um consenso em torno de mais uma alta de 0,5 ponto percentual em outubro. Em seguida, espera-se outra elevação, de 0,5 ponto percentual ou de 0,25 ponto percentual, em novembro. Tal movimento levaria a taxa básica de juros a terminar o ano entre 9,75% ao ano e 10% ao ano.

Aumento de taxa básica de juros é um estímulo a poupança e consequentemente, desestímulo ao consumo. Com essas medidas o governo pretende conter o aumento da inflação através de um aperto monetário. Se reduzir o consumo, somos forçados a reduzir a produção e corremos o risco de aumento de desemprego. Consequentemente haverá redução da renda e isso leva a uma espiral de queda, pois com menos dinheiro disponível, consumimos menos e o ciclo se repete até que essa inércia de queda sofra um novo choque para mudar de direção.

O governo, infelizmente se limita a utilizar poucos instrumentos monetários e pequenas intervenções tributárias, no caso das reduções temporárias de IPI em alguns produtos específicos, para tentar colocar um rumo na economia.

A correção de direção deveria ser bem mais profunda e passar por uma revisão completa dos gastos do governo a fim de gerar gastos de melhor qualidade que realmente estimulem a economia na direção do crescimento consistente e de longo prazo.

O que observamos no entanto são pequenos e tímidos estímulos, em áreas pontuais em movimentos de curta duração.

A economia precisa ser alimentada constantemente de estímulos com visão de longo prazo. Assim como nós precisamos nos alimentar frequentemente, várias vezes por dia, a economia brasileira precisa ser estimulada, para ter crescimentos vigorosos. Como o governo muda as regras com muita frequência, ao invés de gerar estímulos, essas mudanças geram insegurança.

Como as empresas podem tomar decisões de investimentos vultuosos, de longo prazo, sem uma segurança de que as regras permanecerão favoráveis e os estímulos constantes?

Essa discussão não é nova. Por isso foram criadas as agência reguladoras: ANEEL, ANATEL, ANTT, ANAC, ANVISA, ANP, ANCINE e todas as outras. Mas elas realmente geram a segurança necessária?

Passou da hora dos nossos governantes e autoridades ministeriais criarem um pacote conjunto de estímulos que envolva todo o conjunto da economia. Uma visão global é urgente e imprescindível. Sem isso, vamos continuar como um cachorro sem direção, correndo atras do próprio rabo.

O momento é de atenção.


Estágio – Accenture Campus Challenge

A Accenture, uma das maiores empresas de consultoria do mundo, está efetuando pela segunda vês um desafio interessante, chamado de Campus Challenge.

Mas afinal, o que é o Accenture Campus Challenge?

É uma competição universitária que ocorre em 2013, pela segunda vez no Brasil.

A proposta é embasada no estudo e resolução de cases desenvolvidos pela empresa, com acompanhamento de seus profissionais, por grupos de alunos em períodos avançados de diversas faculdades.

Quem pode participar?
Alunos que cursem os dois últimos anos dos cursos de Engenharias Civil, Mecânica, Naval, Produção e da Computação, Sistema da Informação, Ciência da Computação, Análise de Sistemas, Economia, Administração, Estatística e Marketing, entre outros.

Vejam mais informações no site: //www.accenture.com/br-pt/landing-pages/campuschallenge/Pages/index.htm#&panel1-1

Estimulo todos a participarem.


Protestos de Junho/2013

Category : Economia

Esse vídeo expõe grande parte das motivações que levaram as manifestações da semana passada.


Brasileiro vai trabalhar até dia 30/05/2013 para pagar impostos

Matéria do portal EXAME.COM

São Paulo – Até o dia 30 desse mês, o brasileiro vai trabalhar para pagar impostos, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). De acordo com o estudo, o pagamento dos tributos comprometerá cerca de 41,08% da renda bruta do trabalhador.

Impostômetro mostra R$ 1 trilhão no painel

Hoje é necessário trabalhar o dobro do que se trabalhava na década de 70 para pagar a tributação. Enquanto serão necessários 150 dias em 2013, mesma quantidade do ano passado, na década de 70 eram necessários 76 dias – na década de 80, o número aumentou para 77 e, na década de 90, saltou para 102 dias.

Em 2012, o trabalhador comprometeu 40,98% do seu ganho para o pagamento de tributos. Em 2011, foram 40,82%. Há dez anos, do rendimento bruto do brasileiro, 36,98% era destinado para pagar a tributação sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros.

Há diferença entre as faixas de renda. O número de dias é maior (160 dias) para quem tem rendimento mensal entre 3.000 reais e 10.000 reais. Para quem tem rendimento acima de 10.000 reais são 153 dias – e 142 para quem tem rendimento mensal até 3.000 reais. O número de dias necessários no Brasil é superior ao de países como Estados Unidos (102 dias), França (149 dias) e Chile (92 dias). 

O IBPT destaca que, apesar de contribuir cada vez mais com a crescente arrecadação tributária do País (que chegou a 1,59 trilhão de reais em 2012), o brasileiro aind anão vê a aplicação adequada desse recurso em serviços públicos de qualidade. O Instituto acredita que a lei que obrigará a informação da carga tributária dos produtos e serviços nos cupons e notas fiscais ao consumidor, a partir de 10 de junho de 2013, dará ao brasileiro melhores condições de cobrar o retorno dos valores arrecadados.

O estudo “Dias Trabalhados para pagar Tributos” considera a tributação incidente sobre rendimentos, formada pelo Imposto de Renda Pessoa Física, contribuições previdenciárias e sindicais; tributação sobre o consumo de produtos e serviços, como PIS, COFINS, ICMS, entre outros e a tributação sobre o patrimônio, onde se incluem IPTU, IPVA. As taxas de limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e contribuições, como no caso da iluminação pública também são consideradas. 


PIB e PNB

PIB e PNB

Qual a diferença entre PIB e PNB?

Um dos principais indicadores que demonstram a realidade econômica de um país ou região é o PIB (Produto Interno Bruto). Tal indicador nada mais é do que a mensuração de todos os bens e serviços, ou seja, de toda a riqueza produzida. Uma das maiores confusões em relação ao PIB é a diferença entre o mesmo e outro importante indicador econômico: o PNB (Produto Nacional Bruto).

PIB ou PNB?

Uma das confusões em torno do PIB é a que mistura taxas trimestrais de crescimento, divulgadas periodicamente pelo IBGE com taxas anuais. A taxa trimestral mede o crescimento do PIB num trimestre em relação ao trimestre anterior e se constitui numa medida mais aproximada de velocidade corrente de crescimento do PIB. Essa taxa é anualizada, ou seja, indica o quanto o PIB cresceria no ano todo se sua velocidade de expansão continuasse a mesma. Para se evitar confusões no tratamento das variações do PIB deve-se sempre tomar a base inicial da medida como 100, e aplicar sobre ela os índices de crescimento divulgados. Isso permite visualizar corretamente o fenômeno em curso.

Embora o conceito de PIB seja preferido na maior parte do mundo, como no Brasil e Grã Bretanha, o PNB é utilizado especialmente em determinados países, como nos Estados Unidos, por exemplo.


O PIB representa todas as riquezas produzidas dentro das fronteiras de uma região, independentemente do destino dessa renda. O conceito de PIB também descarta a entrada de verbas do exterior. O que é levado em consideração é simplesmente aquilo que é produzido dentro das fronteiras da região ou país.


Já o PNB considera todos os valores que um país, por exemplo, recebe do exterior, além das riquezas que foram apropriadas por outras economias, ou seja, os valores que saem. É justamente essa a diferença: o PNB considera as rendas enviadas e recebidas do exterior, enquanto o PIB, não.

Desta forma, em países em desenvolvimento, como o Brasil, o PNB normalmente é menor que o PIB, uma vez que as transnacionais enviam grande parte de seus lucros para seus países de origem. Da mesma forma, em países com muitas empresas de atuação global, como nos Estados Unidos, o PNB tende a ser maior, já que há uma grande absorção dos lucros gerados por suas empresas no exterior.

Portanto: O PIB, descontado dessa renda enviada ao exterior, ou somado à renda recebida do exterior é chamado PNB. O conceito de PNB, por esse motivo, está mais próximo ao conceito de Renda Nacional. O Produto Nacional Bruto, descontadas as perdas por depreciação, é exatamente igual à Renda Nacional Líquida. Assim:

PIB – Renda enviada ao exterior + Renda recebida do exterior = PNB

PNB – Depreciação = Produto Nacional Líquido = Renda Nacional Liquida.

Renda Nacional Líquida / População = Renda Per Capita

100 Maiores PIB’s Mundiais

Lugar País PIB
(milhões de USD)
 Mundo 62 911 253
 União Europeia
16 242 256
1
 Estados Unidos
14 526 550
2
 China
5 878 257
3
 Japão
5 458 797
4
 Alemanha
3 286 451
5
 França
2 562 742
6
 Reino Unido
2 250 209
7
 Brasil
2 090 314
8
 Itália
2 055 114
9
 Índia
1 631 970
10
 Canadá
1 577 040
11
 Rússia
1 479 825
12
 Espanha
1 409 946
13
 Austrália
1 237 363
14
 México
1 034 308
15
 Coreia do Sul
1 014 482
16
 Países Baixos
780 668
17
 Turquia
735 487
18
 Indonésia
706 752
19
 Suíça
527 920
20  Polónia 469 401
21
 Bélgica
467 779
22
 Suécia
458 725
23
 Arábia Saudita
448 360
24
 Taiwan
429 845
25
 Noruega
412 990
26
 Irã
407 382
27
 Áustria
377 382
28
 Argentina
369 992
29
 África do Sul
363 655
30
 Tailândia
318 908
31
 Dinamarca
309 866
32
 Grécia
305 415
33
 Emirados Árabes Unidos
302 039
34
 Venezuela
293 268
35
 Colômbia
289 433
36
 Finlândia
239 177
37
 Malásia
237 959
38
 Portugal
229 154
39
 Hong Kong
224 459
40
 Singapura
222 699
41
 Egito
218 465
42
 Israel
217 445
43
 Irlanda
206 985
44
 Chile
203 299
45
 Nigéria
202 576
46
 Filipinas
199 591
47
 República Checa
192 030
48
 Paquistão
176 870
49
 Roménia
161 629
50
 Argélia
157 759
51
 Peru
153 802
52
 Cazaquistão
148 047
53
 Nova Zelândia
140 509
54
 Ucrânia
137 934
55
 Kuwait
132 569
56
 Hungria
130 421
57
 Catar
127 332
58
 Bangladesh
105 560
59
 Vietname
103 574
60
 Marrocos
91 135
61
 Eslováquia
87 450
62
 Angola
82 471
63
 Iraque
81 112
64
 Líbia
71 336
65
 Sudão
65 389
66
 Croácia
60 834
67
 Síria
59 330
68
 Equador
57 978
69
 Omã
57 851
70
 Luxemburgo
55 195
71
 Bielorrússia
54 713
72
 Azerbaijão
54 370
73
 República Dominicana
51 626
74
 Sri Lanka
49 536
75
 Eslovênia
47 733
76
 Bulgária
47 702
77
 Myanmar
45 428
78
 Tunísia
44 278
79
 Guatemala
41 178
80
 Uruguai
40 272
81
 Líbano
39 236
82
 Uzbequistão
38 987
83
 Sérvia
38 009
84
 Lituânia
36 370
85
 Costa Rica
35 789
86
 Gana
32 321
87
 Quênia
32 092
88
 Iémen/Iêmen
31 315
89
 Etiópia
29 717
90
 Panamá
26 808
91
 Jordânia
26 447
92
 Letônia
24 013
93
 Chipre
23 174
94
 Costa do Marfim
22 963
95
 Bahrein
22 656
96
 Tanzânia
22 543
97
 Camarões
22 522
98
 El Salvador
21 215
99
 Trinidad e Tobago
20 375
100
 Turquemenistão
20 001


Notícia do Jornal O Estado de São Paulo

Category : Economia

Analistas reveem para baixo a projeção do PIB

Mercado agora acredita que a economia irá crescer 3,03%, segundo a pesquisa Focus 
18 de março de 2013 | 9h 09
 

BRASÍLIA – A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,10% para 3,03%, na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central. Para 2014, a estimativa de expansão segue em 3,50%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,08% e 3,65%.

 Já a projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 segue em 3,00%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 4,00%, acima dos 3,75% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,00% para 2013 e de 3,50% em 2014 para o setor.

Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 de 34,30% para 34,10%. Para 2014, a projeção segue em 33,20%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 34,50% e 33,10% para esses dois anos.

Na balança de pagamentos, o mercado financeiro manteve a previsão de déficit em transações correntes em 2013. A pesquisa Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano segue em US$ 65,0 bilhões. Há um mês, estava em US$ 62,65 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas subiu de US$ 70,2 bilhões para US$ 70,4 bilhões, ante US$ 68,73 bilhões há quatro semanas.

Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 14,9 bilhões para US$ 14,0 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,2 bilhões. Para 2014, a projeção subiu de US$ 13,65 bilhões para US$ 14,50 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 15,60 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atrás.

Inflação

A projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2013 caiu de 5,82% para 5,73%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,70%. Para 2014, a projeção subiu de 5,50% para 5,54%, após 17 semanas de estabilidade.

A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses caiu de 5,51% para 5,45%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,53%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo caiu de 5,81% para 5,71%. Para 2014, a previsão dos cinco analistas segue em 6,05%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,70% e de 6,50% para cada ano, respectivamente.

Juro

Os economistas consultados elevaram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2013 de 8,00% para 8,25% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções subiu de 8,25% para 8,50% ao ano. A projeção para a reunião do Copom de abril segue em 7,25% ao ano, indicando estabilidade.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2013 no cenário de médio prazo passou de 8,50% para 8,25% ao ano. Para o fim de 2014, caiu de 7,88% para 7,75% ao ano.

Os economistas projetam manutenção dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril, e alta da taxa básica a partir de maio. A mediana das estimativas para o quinto mês de 2013 subiu de 7,25% para 7,50% ao ano, alta de 0,25 ponto porcentual.

Para julho, a estimativa passou de 7,25% para 7,75% ao ano. Para agosto, de 7,25% para 8,00% ao ano. Para outubro, a estimativa subiu de 7,75% para 8,25% ao ano. Para novembro, de 8,00% para 8,25% ao ano. Para janeiro de 2014, a previsão subiu de 8,00% ao ano para 8,50% ao ano. Para fevereiro, de 8,25% para 8,38% ao ano. Para março, a previsão subiu de 8,25% para 8,50% ao ano.Para o período entre abril e setembro do próximo ano, as estimativas para a Selic foram mantidas em 8,50% ao ano.

Câmbio

A mediana das projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 segue em R$ 2,00 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa divulgada nesta segunda-feira. Para o fim de 2014, a mediana caiu de R$ 2,06 para R$ 2,05. Há quatro semanas estava em R$ 2,05.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro reduziu a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 de R$ 2,00 para R$ 1,99. Para 2014, a projeção segue em R$ 2,05. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,01 neste ano e R$ 2,05 no próximo.

Para o fim de março, a estimativa passou de R$ 1,98 para R$ 1,97. Para abril, segue em R$ 1,98. A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 segue em R$ 2,00. Para 2014, segue em R$ 2,02.


Política Econômica

Política Econômica

Política econômica é o conjunto de ações governamentais planejadas para atingir determinados objetivos no campo da economia. Todas as políticas são influenciadas por instituições internacionais como o Banco Mundial e FMI

 

Objetivos

Políticas econômicas têm como objetivos principais o ajuste de alguns indicadores como:

  • Taxa de juros
  • Orçamento governamental
  • Mercado de trabalho
  • Impostos
  • Inflação
  • Redistribuição de renda
  • Expansão monetária
  • Geração de riqueza
  • Balança de pagamentos

Modalidades de Políticas Econômicas:

  • Estrutural: são as medidas que visam modificar a estrutura macroeconômica.
  • Conjuntural: visa administrar situações de depressão, hiperinflação ou de escassez de produtos.
  • Expansionista: manutenção ou aceleração do crescimento econômico.

 

Instrumentos

 – Política Monetária

Conjunto de medidas objetivando controlar o volume de liquidez (quantidade de dinheiro circulante) a disposição dos agentes economicos.

A Política Monetária age diretamente sobre o controle da quantidade de dinheiro em circulação, visando defender o poder de compra da moeda. Tal pratica pode ser expansionista ou restritiva.

Em uma política monetária restritiva, a quantidade de dinheiro em circulação é diminuída, ou mantida estável, com o objetivo de desaquecer a economia e evitar o aumento dos preços. Em uma política monetária expansionista, a quantidade de dinheiro em circulação é aumentada, com o objetivo de aquecer a demanda e incentivar o crescimento econômico. Cabe ressaltar que a política monetária expansionista visa criar condições para o crescimento econômico, porém não o determina.

Para fazer política monetária, o governo dispõe de cinco instrumentos básicos:

  • Incentivo/Restrição ao Crédito: por ter efeito direto sobre determinados setores da economia, o incentivo ou a restrição ao crédito são utilizados pelo governo como instrumentos de desenvolvimento microeconômico. Assim, se o governo deseja expandir o agronegócio, cria incentivos para a concessão de créditos aos produtores rurais. Se deseja restringir o consumo de determinado segmento de produtos, cria instrumentos que restrinjam o acesso ao crédito para compra de produtos desse segmento. Por não ser gerenciado pelo Banco Central, este deve levar em conta os efeitos produzidos pelo incentivo ou pela restrição ao crédito na quantidade de dinheiro em circulação, para poder calibrar a utilização dos outros instrumentos no cumprimento dos seus objetivos.
  • Compra/Venda de Títulos Públicos: através da compra e da venda de títulos públicos, o Banco Central afeta diretamente a quantidade de dinheiro em circulação. Ao comprar títulos do público, o banco central promove política monetária expansionista, pois entrega dinheiro em troca dos títulos. Ao contrário, para enxugar a liquidez do sistema, o banco central pode vender títulos de sua carteira própria, entregando papéis e recebendo dinheiro, que é tirado de circulação.
  • Depósitos Compulsórios: parte dos depósitos efetuados pelos clientes não bancários nos bancos comerciais deve ser recolhido ao Banco Central, compulsoriamente. Esse instrumento tem o objetivo de diminuir o poder que os bancos comerciais possuem de multiplicar o dinheiro em circulação através dos empréstimos, possibilitando ao Banco Central manter o controle da quantidade de dinheiro em circulação.
    Esses depósitos variam de 15 a 42% dos depósitos. Sendo 42%para depósitos a vista, 15% para depósitos a prazo, 20% para depósitos de poupança modalidade rural e 15% nas demais modalidades

Atualmente no Brasil os valores dos depósitos compulsórios são os seguintes para cada tipo de depósito:

Tipo

Alíquotas

Dedução

Forma de cumprimento

Recursos a vista

42% da média diária dos saldos R$ 44 milhões das médias dos saldos Espécie, não remunerado

Recursos a prazo

15% da média diária dos saldos R$ 30 milhões da média dos saldos e R$ 300 milhões da exigibilidade Espécie, remunerado pela Taxa Selic. CIRCULAR BC 3485(24/02/2010)

Depósitos de Poupança

20% da média diária dos saldos na modalidade rural e 15% nas demais modalidades Espécie, remunerado pela mesma taxa paga pelas instituições aos poupadores.
  • Além desses valores, em fevereiro de 2010 (CIRCULAR 3486) o Banco Central do Brasil determinou o cumprimento de um depósito adicional, a ser remunerado com base na taxa SELIC, de 8% para depósitos a vista e a prazo e 10% para depósitos de poupança.
  • Taxa do Redesconto: taxa exigida pelo Banco Central para cobrir os eventuais “buracos” nos caixas dos bancos comerciais. Se a taxa é baixa e o prazo é longo, os bancos podem se expor a riscos maiores, aumentando os empréstimos e, por conseqüência, a quantidade de dinheiro em circulação. Se a taxa é alta e o prazo é curto, os bancos precisam exigir riscos menores, diminuindo os empréstimos e, por conseqüência, a quantidade de dinheiro em circulação.
    Atualmente a taxa de redesconto é igual a SELIC + 6% a.a. para operações de um dia, 4% a.a.para operações de até 15 dias ou 2% a.a. para operações de até 90 dias.
  • Taxa de Juros: na teoria, a taxa de juros tem efeito direto sobre a poupança, influenciando a remuneração do capital, e sobre os investimentos, influenciando o custo do capital. Assim, se o objetivo é uma política monetária restritiva, a elevação da taxa de juros irá diminuir a quantidade de dinheiro em circulação, ao estimular a poupança e elevar os custos dos investimentos. Ao contrário, para estimular o consumo e os investimentos, as taxas de juros devem ser mais baixas. Atualmente a taxa de juros utilizada é a SELIC = 9,75% a.a. (março/2012)

 – Politica Fiscal

Conjunto de decisões e ações relacionadas com as despesas e receitas dos governos federal, estadual e municipal.

Política fiscal é administração das receitas e despesas do governo. Se a receita é maior que a despesa, temos superávit orçamentário. No inverso temos déficit. Tal política afeta o nível de demanda ao influir na renda disponível que os indivíduos poderão destinar para consumo e poupança. Tal prática pode ser expansionista ou restritiva.

Em uma política fiscal restritiva temos diminuição dos gastos públicos e elevação dos impostos, com objetivo de reduzir a demanda agregada e o consumo privado. Numa política fiscal expansionista, temos aumento nos gastos públicos e corte nos impostos, com o objetivo aumentar a demanda agregada e o consumo privado.

Dado um nível de renda, quanto maiores os impostos, menor será a renda disponível e, portanto, o consumo. E quanto maior o gasto público, maior a demanda e maior o produto. Assim, se a economia apresenta tendência para a queda no nível de atividade, o governo pode estimulá-la, cortando impostos e/ou elevando gastos. Pode ocorrer o inverso, caso o objetivo seja diminuir o nível de atividade.

A carga tributária de 2009  foi de 33,8% do PIB – PIB brasileiro = R$ 2.889.719 milhões
Em 2010, o País gerou riquezas no valor de R$ 3,684 trilhões (PIB), enquanto, no mesmo período, os contribuintes (pessoas físicas e empresas) pagaram R$ 1,291 trilhão em tributos, resultando em uma carga tributária de 35,04% do PIB. Ou seja, cada R$ 100,00 gerados pela economia em 2010, R$ 35,04 viraram tributos e foram parar nos caixas dos governos dos Municípios, Estados e União.
Com isso, o Brasil saltou da 18ª para a 14ª posição no ranking, perdendo para países europeus, altamente desenvolvidos, como é o Caso da Dinamarca (48,2%), Suécia (46,4%), Itália (43,5%) e Bélgica (43,2%).

Fonte: //www.progresso.com.br/caderno-a/economia/brasil-tem-a-14-maior-carga-tributaria-do-mundo

 – Politica Externa

Conjunto de medidas que tem por finalidade manter o equilíbrio do balanço de pagamentos, proteger determinados setores e desenvolver relações comerciais externas. Ou seja, é o conjunto de objetivos políticos que um determinado país almeja nas suas relações com os demais países do mundo.

A política externa costuma ser planejada de modo a procurar proteger os interesses nacionais de um país, em especial sua segurança nacional, prosperidade econômica e valores.

A consecução de tais objetivos pode ser obtida por meios pacíficos (cooperação internacional) ou violentos (agressão, guerra, exploração).

Também a política econômica de um país pode ser considerada como parte da sua política externa, na medida em que, para manter o equilíbrio do Balanço de pagamentos, pode incluir medidas de proteção a determinados setores da economia em relação à concorrência externa, ou incluir medidas de estímulo a relações comerciais com o exterior.

Em 2010, o comércio exterior brasileiro registrou corrente de comércio recorde de US$ 383,6 bilhões, com  ampliação  de  36,6%  sobre  2009,  quando atingiu US$ 280,7 bilhões. O  saldo  comercial  atingiu  US$  20,3  bilhões  em 2010,  significando  retração  de  19,8%  sobre  o consignado  em  2009,  de  US$  25,3  bilhões, motivado por um maior aumento das importações em relação às exportações.

Em 2009, o comércio exterior brasileiro registrou corrente de comércio de US$ 281 bilhões, com redução de 24,3% sobre 2008, quando atingiu US$ 371 bilhões. Esta retração é conseqüência da crise financeira internacional, que levou a uma depreciação dos preços internacionais de commodities agrícolas e minerais e queda da demanda por bens. As exportações encerraram o período com valor de US$ 153,0 bilhões e as importações de US$ 127,6 bilhões. Em relação a 2008, as exportações apresentaram redução de 22,7% e as importações, de 26,2%. O saldo comercial atingiu US$ 25,3 bilhões em janeiro-dezembro de 2009, significando aumento de 1,6% sobre o consignado em 2008, de US$ 25,0 bilhões, motivado por uma redução menor das exportações em relação às importações.

Fonte: //www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/dwnl_1298052907.pdf

 – Política de Rendas

Conjunto de medidas visando a redistribuição de renda e justiça social.

É a política que o governo exerce estabelecendo controles diretos sobre a remuneração dos fatores diretos de produção envolvidos na economia, tais como salários, depreciações, lucros, dividendos e preços dos produtos intermediários e finais. Os principais objetivos dessa política são: propiciar ganhos de poder aquisitivo aos salários, no caso de controle de outros preços; redistribuir a renda; garantir a renda mínima a determinados setores ou classes sociais; reduzir o nível das tensões inflacionárias, visando a estabilidade dos preços

A renda per capita do Brasil e subiu para R$ 19.016 a.a., ou R$ 1.585 a.m. em 2010.

Desigualdade

Existe uma abordagem que divide a população em três grupos de renda: o décimo mais rico que se apropria de quase metade da renda per capita em 2006 (mais precisamente 44,5%); a metade mais pobre que se apropria de pouco mais de um décimo da renda nacional (14,5%) e os 40% intermediários cuja parcela na população e na renda praticamente coincidem (41%). Veja quadro abaixo:

O programa de transferência direta de renda, chamado de Bolsa família, contribuiu para uma melhora no quadro de distribuição de renda no país. Existe uma tendência que haja uma melhora no longo-prazo, pois o programa é atrelado diretamente à frequência escolar dos filhos das famílias beneficiadas, o que afeta de forma mais significativa a renda familiar de longo-prazo.

Em dezembro de 2011 observou-se uma taxa de desemprego de apenas 4,7%.Em dez/2010 a taxa de desemprego era de 5,7%.

Fonte: //oglobo.globo.com/economia/taxa-de-desemprego-fica-em-57-menor-para-fevereiro-desde-2003-4381284-23.627509 -46.611054

Questões:

1 – Qual modalidade de política econômica o governo atual está utilizando? Justifique.

R:

2 – Qual o objetivo do governo ao elevar a taxa básica de juros (SELIC)?

R:

3 – O que o governo precisa fazer para aumentar a demanda agregada e o consumo privado através das Políticas Fiscais?

R:


Macroeconomia

Macroeconomia

O principal objetivo da teoria macroeconômica é analisar como são determinados os preços e as quantidades dos bens produzidos e dos fatores de produção existentes na economia.

Na tentativa de determinar como os preços são estabelecidos desenvolveram-se dois métodos de analise básicos:

  • Abordagem do Equilíbrio Parcial – Analisa um determinado mercado sem considerar os efeitos que esse mercado pode ocasionar sobre os demais mercados existentes na economia. Admite-se que os demais mercados afetam o mercado analisado, mas julga-se que esse mercado não afete os demais.
  • Abordagem do Equilíbrio Geral – Acredita-se que tudo depende de tudo, e assim, se quisermos determinar como são formados os preços dos bens, deveríamos inicialmente listar todos os bens que são produzidos pela economia e todos os diferentes tipos de insumos que são utilizados, e considerarmos que, nas demandas e ofertas de cada um dos bens, todos os preços dos demais bens são importantes.

 

Imaginemos que estivéssemos interessados em saber como os preços de uma economia têm-se comportado ao longo dos últimos meses. A resposta que a microeconomia daria seria individualizar cada um dos bens produzidos respondendo: o preço relativo do bem X está aumentando, o do bem Y diminuindo e assim sucessivamente.

Para saber como tem se comportado o nível de produção da economia ao longo dos últimos anos, como tem evoluído o nível de emprego, etc., percebe-se a necessidade de darmos um tratamento mais abrangente a análise econômica. É ai que surge espaço para macroeconomia. Ela tem por objetivo fundamental analisar como são determinadas as variáveis econômicas de maneira agregada. É claro que a microeconomia também analisa variáveis agregadas, como por exemplo, o mercado de automóveis, que inclui uma série de tipos de automóveis fabricados. Entretanto a Macroeconomia faz agregações absolutas, pois agrega todos os tipos de bens produzidos.

Macroeconomia observa a economia por quatro mercados:

Mercado de bens e serviços – Tenta responder como se comporta o nível de atividades através da analise de todos os bens produzidos pela economia durante um determinado período de tempo e determina-se o chamado produto nacional. O preço desses produtos que representa uma média de todos os preços produzidos é o chamado nível geral de preços.

Ex.: PIB e IGPM

Mercado de trabalho – De maneira semelhante aos bens e serviços, mercado de trabalho representa uma agregação de todos os tipos de trabalhos existentes na economia. Neste mercado, determinamos como se estabelece a taxa salarial e o nível de emprego.

Mercado monetário e de títulos – Estuda a moeda e os títulos de dívida. Como exemplo de mercado monetário, utiliza como base de estudo as reservas monetárias, a poupança e a disponibilidade de moeda.
Em toda economia existem os agentes superavitários e os deficitários. Agentes superavitários são aqueles que possuem um nível de renda superior aos seus gastos e os deficitários aqueles que possuem um nível de gastos superior ao da renda. Para tal, idealiza-se um mercado no qual os agentes superavitários emprestam para os deficitários, que é o mercado de títulos. Ex.: títulos do governo, ações, debêntures, duplicatas, etc. Desta forma a macroeconomia agrega todos os títulos e determina um título para determinar o preço e a quantidade dos títulos.

Mercado de divisas – Também chamado de mercado de moeda estrangeira, onde a oferta de divisas depende das exportações e da entrada de capital estrangeiro, e a demanda de divisas é determinada pelo volume de importações e saídas de capital financeiro. Essa variação é o que determina a taxa de cambio e o preço da divisa em termos da moeda nacional. Ex.: Cotação do US$.


Introdução a Economia

O que estuda a economia? Qual a sua definição?

Definição dada pelo economista americano Paul Samuelson: “Economia é uma ciência social que estuda a administração dos recursos escassos entre usos alternativos e fins competitivos.”

Definição dada pelo economista brasileiro Prof. Antonio Delfim Netto: “Economia é a arte de pensar.”

Objetivo da Ciência Econômica é estudar a escassez.

Em economia tudo se resume a uma restrição quase que física – a lei da escassez, isto é, produzir o Maximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade.

Problemas econômicos básicos:

O que produzir?

– Quanto produzir?

Como produzir?

Para quem produzir?

Fácil entender que: O QUE, QUANTO, COMO e PRA QUEM produzir não seriam problemas se os recursos utilizáveis fossem ilimitados. Na realidade existem ilimitadas necessidades e limitados recursos disponíveis e técnicas de fabricação. Baseada nessas restrições, a Economia deve optar dentre os bens a serem produzidos e os processos técnicos capazes de transformar os recursos escassos em produção.

Exemplo:

 

Lei Básica da Economia de Mercado: Lei da Oferta e da Demanda

O desejo dos indivíduos determinará a magnitude da demanda e a produção das empresas determinará a magnitude da oferta. O equilíbrio entre demanda e a oferta será sempre atingido pela flutuação do preço.

A partir dela, é possível descrever o comportamento preponderante dos consumidores na aquisição de bens e serviços em determinados períodos, em função de quantidades e preços. Nos períodos em que a oferta de um determinado produto excede muito à procura, seu preço tende a cair. Já em períodos nos quais a demanda passa a superar a oferta, a tendência é o aumento do preço.

A estabilização da relação entre a oferta e a procura leva, em primeira análise, a uma estabilização do preço. Uma possível concorrência, por exemplo, pode desequilibrar essas relações, provocando alterações de preço.

 

 

Agentes Econômicos

Um agente econômico é qualquer entidade que pertence e atua num determinado sistema econômico. Pode ser uma pessoa, tomada individualmente, ou uma pessoa coletiva – (empresa, cooperativa, órgão governamental, etc.

Os agentes econôminos são:

As Famílias – que têm o objetivo de satisfazer suas necessidades;

As Empresas – que têm o objetivo de maximizar seus lucros;

O Governo – que tem o objetivo de ampliar o bem-estar social.

 

Economia Capitalista

Elementos da economia capitalista:

 – Capital: Não é apenas dinheiro. Capital é o conjunto de bens econômicos, tais como, máquinas, instrumentos, fábricas, terras, matérias-primas, prédios, carteiras, etc…

 – Propriedade privada: Nossa sociedade é chamada de capitalista porque o capital é propriedade privada de alguém, o capitalista. É através da propriedade que o capitalismo se apropria de parte da renda gerada nas atividades econômicas.

– Divisão do trabalho: Através da especialização e da divisão de tarefas, um determinado grupo de indivíduos pode produzir muito mais do que se cada indivíduo produzisse individualmente um determinado bem.

– Moeda: Instrumento de troca criado para substituir o escambo nas transações econômicas. A Moeda tem basicamente 4 funções:

– Meio de troca: o que facilita os negócios;

– Reserva de valor: por ser mais fácil na formação de poupança, transporte e divisão;

– Unidade de conta: não é necessário se conhecer os valores relativos de todos os produtos entre si, basta conhecê-los em relação à moeda e a sua unidade monetária. Ex. Real, Dolar, Euro, etc…;

– Padrão para pagamentos: utiliza-se a moeda para todos os pagamentos.

 

Divisão do Estudo:

Para efeitos didáticos do estudo da Ciência Econômica, podemos dividir a teoria econômica em 4 grandes áreas:

a)     Microeconomia (Teoria dos Preços)

Estuda a formação dos preços nos diversos mercados, a partir da ação conjunta da oferta e da demanda. Os preços constituem os sinais para o uso eficiente dos recursos escassos da sociedade e funciona como um elemento de exclusão.

b)     Macroeconomia (Equilíbrio da Renda Nacional)

Estuda as condições de equilíbrio estável entre renda e o gasto nacional. As políticas econômicas de intervenção procuram sempre estabelecer tal equilíbrio.

c)     Desenvolvimento Econômico

Estuda o processo de acumulação dos recursos escassos e da geração de tecnologia capazes de aumentar a produção de bens e serviços para a sociedade.

d)    Economia Internacional

Estuda as condições de equilíbrio do comercio externo (importações e exportações), alem dos fluxos de capital.


Vaga – Analista Fiscal

Category : Economia

Ainda estamos com a vaga de Analista Fiscal em aberto.

Interessados, enviar CV para: denis.medina@neolider.net.br


Questões para estudar

Tags :

Category : Economia

Introdução a Economia

1 – Por que a renda no Nordeste é inferior a renda Paulista?

R: Esse é uma questão de Oferta x Demanda. Temos poucas oportunidades de trabalho no NE por conta do baixo desenvolvimento industrial. Por conta disso, existe uma oferta de mão-de-obra muito superior a demanda. Isso provoca queda no valor da mão-de-obra, queda nos salários.

2 – Por que a alta no preço do cafezinho reduz a demanda de açúcar?

R:  Porque são bens complementares, consumidos em conjunto. Logo o aumento no preço do café reduz sua demanda, que vem a reduzir também a demanda de seus bens complementares como o açúcar.

3 – Como se divide o estudo da ciência Econômica?

R:  Se divide em:

  • Microeconomia – Estuda a formação dos preços nos diversos mercados, a partir da ação conjunta da oferta e da demanda. Os preços constituem os sinais para o uso eficiente dos recursos escassos da sociedade e funciona como um elemento de exclusão.
  • Macroeconomia – Estuda as condições de equilíbrio estável entre renda e o gasto nacional. As políticas econômicas de intervenção procuram sempre estabelecer tal equilíbrio.
  • Desenvolvimento Econômico – Estuda o processo de acumulação dos recursos escassos e da geração de tecnologia capazes de aumentar a produção de bens e serviços para a sociedade.
  • Economia Internacional – Estuda as condições de equilíbrio do comercio externo (importações e exportações), alem dos fluxos de capital.

Macroeconomia

1 – Qual a diferença básica entre microeconomia e macroeconomia?

R: A microeconomia é o ramo da ciência econômica voltado ao estudo do comportamento das unidades de consumo (indivíduos e famílias), ela se concentra no estude de como a demanda e a oferta de determinado bem ou serviço determina seu preço. Seu foco recai sobre a escolha individual e suas conseqüências para o mercado.

A macroeconomia estuda o comportamento do sistema econômico por um número de fatores, inflação, desemprego, demanda e oferta agregada, produto, renda, etc. Seus principais objetivos estão no rápido crescimento do consumo. Na macroeconomia os preços são determinados pela quantidade de moeda nas transações e os problemas são tratados nos campos da produção e emprego.

Portanto, a distinção é que a microeconomia estuda a formação de preços, já na macroeconomia ocorre o entrosamento dos fenômenos monetários com os fenômenos reais da produção, consumo e investimento.

2 – Defina o que é:

a) Um agente econômico superavitário: é aquele que tem sua receita maior que sua despesa, dispões de poupança e deseja investir suas economias.

b) Um agente econômico deficitário: é aquele que tem sua receita menor que sua despesa e necessita de crédito para complementar suas atividades e para consumir bens e serviços.

3 – Quais os quatro mercados analisados pela macroeconomia?

R: Os quatro mercados são:

  • Mercado de Trabalho: Analiza todos os tipos de trabalho de um país a partir do nivel de emprego e taxa salarial.
  • Mercado de Bens e Serviços: Análisa todos os bens e serviços produzidos em um país e seus preços. Faz também uma média de preços que é chamade de Nível Geral de Preços.
  • Mercado Monetário e de Títulos: Analiza a moeda e os títulos de dívida. Utiliza como estudo a poupança, a disponibilidade de moeda e os títulos de dívida, para determinar o preço e a quantidade de títulos disponíveis.
  • Mercado de Divisas: Analiza a entrada e saída de capital estrangeiro. Essa variação determina a taxa de câmbio e o preço das divisas em termos da moeda nacional.

Politica Econômica

1 – Qual modalidade de política econômica o governo atual está utilizando? Justifique.

R: O Brasil está utilizando a modalidade expansionista que tem por objetivo a manutenção e/ou aceleração do crescimento, a exemplo do PAC.

2 – Qual o objetivo do governo ao elevar a taxa básica de juros (SELIC)?

R: A taxa de juros tem efeito direto sobre a poupança, influenciando na remureração do capital sobre os investimentos, influenciando o custo do capital. Portanto o objetivo é uma politica monetária restritiva. A elevação da taxa de juros irá diminuir a quantidade de dinheiro em circulação na economia.

3 – O que o governo precisa fazer para aumentar a demanda agregada e o consumo privado através das Políticas Fiscais?

R: Em uma política econômica expansionista, temos o aumento dos gastos públicos e corte de impostos, com o objetivo de aumentar a demanda agregada e o consumo privado.
Quanto maiores os impostos, menor será a renda disponível e portanto a consumo é afetado. Quando os gastos públicos são maiores, a demanda também é maior.
O governo pode estimulá-la cortando impostos e/ou elevando seus gastos.

PIB & PNB

1 – Qual a diferença entre PIB e PNB?

R: PIB – Mensuração de todos os bens e serviços, ou seja, de todas as riquezas produzidas dentro das fronteiras de uma região, independentemente do destino dessa renda.

 PNB – O PNB considera todos os valores que um país recebe do exterior, além das riquezas que foram apropriadas por outras economias, ou seja, os valores que saem.

A diferença é: o PNB considera as rendas enviadas e recebidas do exterior, enquanto o PIB, não.

2 – Por que o Brasil utiliza o PIB e não o PNB para medir as riquezas produzidas pela nossa atividade econômica?

R: O Brasil utiliza o PIB, porque o PNB normalmente é menor que o PIB, uma vez que as transnacionais enviam grande parte de seus lucros para seus países de origem. E como o Brasil possui poucas multinacionais com filiais no exterior,  não há grande absorção de lucros gerados por essas empresas no exterior.

3 – O que o governo espera da economia com o pacote de estimulo a industria anunciado em Abril/2012?

R:  O governo reforçou ações sobre o câmbio, medidas tributárias, com a desoneração da folha de pagamento, e estímulos à produção nacional. Foram destacadas ainda medidas para reduzir o custo do comércio exterior e de defesa comercial. Outra medida é o incentivo ao setor de informação e comunicações. Foram divulgadas ainda melhores condições de crédito, por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), e condições mais favoráveis para a indústria automobilística nacional.

O governo espera que todas as medidas venham a aquecer a economia e ajudar a indústria a enfrentar a crise econômica internacional dentro do Plano Brasil Maior. Além disso, espera fortalecer a economia brasileira e garantir a continuidade do crescimento sustentável. As medidas irão responder aos problemas que estão sendo criados pela crise econômica mundial.

Indicadores de Conjuntura

1 – Para que servem os Indicadores de Conjuntura?

R: Indicadores de Conjuntura Econômica são dados estatísticos que analisa a economia e a política nacional. A publicação dos indicadores reúne diversas estatísticas econômicas, abrangendo informações sobre PIB, taxa de desemprego, balança comercial, taxas de câmbio, produção industrial entre outros indicadores. Os indicadores de conjuntura tem a função de nos posicionar sobre  a evolução da economia.

2 – Qual a principal fonte de financiamento de bens de capital?

R: FINAME, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é uma das principais fontes de financiamentos de bens de capital.

Inflação

1 – Quais os 3 principais institutos de pesquisa que divulgam índices de inflação no Brasil?

R: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
FGV – Fundação Getúlio Vargas
FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (ligada a USP)

2 – Quais os 3 grupos de preços utilizados para o cálculo de IGP?

R: Preços de Atacado – 60% de peso no índice
Preços ao Consumidor – 30% de peso no índice
Preços da Construção Civil – 10% de peso no índice

3 – Qual a principal função do IGPM?

R:  A principal função do IGPM é a correção de contratos bancários. Criado a pedido da Federação dos Bancos com uma cláusula que impede sua modificação pelo governo e tinha como função, servir de corretor de contratos bancários aplicável já no dia 30 do mês em curso.

Microeconomia

1 – Defina Microeconomia

R: A Microeconomia é definida como um problema de alocação de recursos escassos em relação a uma série possivel de fins. Os desdobramentos lógicos desses problemas levam ao estudo do comportamento economico individual de consumidores, e firmas bem como a distribuição da produção e rendimento entre eles. A Microeconomia é considerada a base da moderna teoria econômica, estudando suas relações fundamentais.

2 – Como se divide a Microeconomia?

R: É dividida em:

Teoria do Consumidor: Estuda as preferências do consumidor analisando o seu comportamento, as suas escolhas, as restrições quanto a valores e a demanda de mercado.

Teoria da Firma: Estuda a estrutura econômica de organizações cujo objetivo é maximizar lucros. Estuda estruturas de mercado tanto competitivas quanto monopolísticas.
Teoria da Produção: Estuda o processo de transformação de fatores adquiridos pela empresa em produtos finais para venda no mercado. Estuda as relações entre as variações dos fatores de produção e suas conseqüências no produto final.

3 – O que estuda a Teoria do Consumidor?

R: A Teoria do Consumidor, ou Teoria da Escolha, é uma teoria microeconômica, que busca descrever como os consumidores tomam decisões de compra e como eles enfrentam os tradeoffs* e as mudanças em seu ambiente. *Tradeoff, é uma expressão que define uma situação em que há conflito de escolha.

Tributos

1 – Defina: Tributo.

R: Tributo é a parcela que a sociedade entrega ao estado em dinheiro, de forma obrigatória, para financiamento dos gastos públicos. Tipos de tributo: Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais.

2 – Qual a diferença entre Imposto e Taxa?

R: Imposto é um tributo arrecadado para atender as necessidades públicas, sem obrigatoriedade de restituição direta àquele que paga, já as taxas são tributos pagos por um serviço que utilizamos ou está a nossa disposição e que gera despesas para o poder público.

3 – Qual a finalidade do Sistema Tributário Nacional?

R: O Sistema Tributário Nacional tem como finalidade arrecadar um determinado valor da população, colocando-o no caixa do governo para que este redistribua para a sociedade através de infraestrutura, saneamento básico, saúde, entre outros serviços.


Sistema Tributário Nacional

Composição do Sistema Tributário

Tributo > é toda prestação pecuniária compulsória (obrigatória), em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, constituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa, plenamente vinculada;

O Sistema Tributário Nacional compõe-se de:

  • IMPOSTOS
  • TAXAS
  • CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA
  • CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS
  • CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
  • EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS

IMPOSTO >  é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal.

Competência Residual > é a permissão dada pela Constituição Federal à União para a criação de novos impostos.

Tipos de Impostos >

  • sobre o comércio exterior;
  • sobre o patrimônio e a renda;
  • sobre a produção e a circulação;
  • sobre operações relativas a combustíveis, lubrificantes, energia elétrica e minerais e impostos extraordinários.

TAXAS > podem ser criadas e exigidas ela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, mas limitados ao âmbito de suas respectivas atribuições.

  • têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia ou a utilização efetiva ou potencial de serviço público específico ou posto a sua disposição.

Tipos de Taxas >

  • taxas de polícia;
  • taxas de serviços.

CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA  >  podem ser criadas e exigidas pela União, Estados, Municípios e Distrito Federal, no âmbito de suas respectivas atribuições, tendo em vista obras públicas de que decorram benefícios aos proprietários de imóveis;

CONTRIBUIÇÕES “PARAFISCAIS” > são certos tributos que ora são verdadeiros impostos, ora taxas, e às vezes, um misto destas duas categorias e que por delegação, são arrecadadas  por entidades beneficiárias. Ex.: as contribuições arrecadadas pelo INSS, pelos Sindicatos, pela OAB e outras entidades profissionais ou econômicas.

 EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS > são tributos criados no caso de investimento público;  possuem natureza contratual.

Elementos Fundamentais >

  • discriminação das rendas tributárias –  é a partilha das rendas tributárias entre os membros autônomos da federação (União, Estado, DF e Municípios); é a outorga de competências (para legislar, arrecadar ou fiscalizar tributos) e estabelecimento de direitos de participação no produto da arrecadação;
  • repartição das receitas tributárias;
  • limitações constitucionais ao poder de tributar.

Poder Fiscal > é o poder que o Estado (Nação politicamente organizada) possui de criar tributos e exigi-los das pessoas que se encontrem em sua soberania nacional.

Lista de Tributos do Brasil

Impostos Federais

  • II- Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros
  • IE- Imposto sobre a exportação de produtos nacionais ou nacionalizados
  • IR- Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza
  • IPI- Imposto sobre Produtos Industrializados
  • IOF- Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ouValores Mobiliários
  • ITR- Imposto Territorial Rural
  • IGF- Imposto sobre Grandes Fortunas (Inexistente em virtude de falta de regulamentação infraconstitucional)

Impostos Estaduais

  • ICMS- Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
  • IPVA- Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores
  • ITCMD- Imposto sobre Transmissões Causa Mortis e Doações de Qualquer Bem ou Direito
  • AIRE- Adicional do Imposto da União Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza(extinto)

Impostos Municipais

  • IPTU- Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
  • ITBI- Imposto sobre Transmissão  Inter Vivos de Bens e Imóveis e de Direitos Reais a Eles Relativos
  • IVVC- Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos (extinto)
  • ISSQN- Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza

Taxas

  • Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro
  • Taxa de Avaliação in loco das Instituições de Educação e Cursos de Graduação – Lei10.870/2004
  • Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de produtos animais e vegetais ou de consumo nas atividades agropecuárias – Decreto Lei 1.899/1981
  • Taxa de Coleta de Lixo
  • Taxa de Combate a Incêndios
  • Taxa de Conservação e Limpeza Pública
  • Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA – Lei 10.165/2000
  • Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos – Lei 10.357/2001, art. 16
  • Taxa de Emissão de Documentos (níveis municipais, estaduais e federais)
  • Taxa de Fiscalização CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – Lei 7.940/1989
  • Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária – Lei 9.782/1999, art. 23
  • Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro – TFPC – Lei10.834/2003
  • Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar – TAFIC – art. 12 da MP233/2004
  • Taxa de Licenciamento Anual de Veículo
  • Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal
  • Taxa de Pesquisa Mineral DNPM – Portaria Ministerial 503/1999
  • Taxa de Serviços Administrativos – TSA – Zona Franca de Manaus – Lei 9960/2000
  • Taxa de Serviços Metrológicos – art. 11 da Lei 9933/1999
  • Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo (CNP)
  • Taxas de Outorgas (Radiodifusão, Telecomunicações, Transporte Rodoviário e Ferroviário,etc.)
  • Taxas de Saúde Suplementar – ANS – Lei 9.961/2000, art. 18
  • Taxa de Utilização do SISCOMEX
  • Taxa de Utilização do MERCANTE – Decreto 5.324/2004
  • Taxa Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM)
  • Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais)
  • Taxa Processual Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE – Lei 9.718/1998

Contribuições

Contribuições trabalhistas ou sobre a folha de pagamento
  • INSS (contribuição)
  • FGTS- Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
  • PIS/PASEP (contribuição)
Contribuições sobre o faturamento ou sobre o lucro
  • COFINS- Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social
  • CSLL- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
Contribuições sobre movimentações financeiras
  • CPMF- Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. (Deixou de ser cobrado em 01 janeiro de 2008).
Contribuições – “Sistema S”
  • Contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa (Sebrae) – Lei 8.029/1990
  • Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (SENAC) – Lei 8.621/1946
  • Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado dos Transportes (SENAT) – Lei8.706/1993
  • Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI) – Lei 4.048/1942
  • Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) – Lei 8.315/1991
  • Contribuição ao Serviço Social da Indústria (SESI) – Lei 9.403/1946
  • Contribuição ao Serviço Social do Comércio (SESC) – Lei 9.853/1946
  • Contribuição ao Serviço Social do Cooperativismo (SESCOOP)
  • Contribuição ao Serviço Social dos Transportes (SEST) – Lei 8.706/1993
Outras contribuições
  • Contribuições aos Órgãos de Fiscalização Profissional (OAB, CRC, CREA, CRECI, CORE,CRQ, etc)
  • Contribuição à Direção de Portos e Costas (DPC) – Lei 5.461/1968
  • Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT -Lei 10.168/2000
  • Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tambémchamado “Salário Educação”
  • Contribuição ao Funrural
  • Contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) – Lei2.613/1955
  • Contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT)
  • Contribuição Confederativa Laboral (dos empregados)
  • Contribuição Confederativa Patronal (das empresas)
  • Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE Combustíveis – Lei10.336/2001
  • Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública – Emenda Constitucional39/2002
  • Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional –CONDECINE – art. 32 da Medida Provisória 2228-1/2001 e Lei 10.454/2002
  • Contribuição Sindical Laboral (não se confunde com a Contribuição Confederativa Laboral,vide comentários sobre a Contribuição Sindical Patronal)
  • Contribuição Sindical Patronal (não se confunde com a Contribuição Confederativa Patronal, já que a Contribuição Sindical Patronal é obrigatória, pelo artigo 578 da CLT, e a Confederativa foi instituída pelo art. 8º, inciso IV, da Constituição Federal e é obrigatóriaem função da assembléia do Sindicato que a instituir para seus associados,independentemente da contribuição prevista na CLT)
  • Contribuição Social Adicional para Reposição das Perdas Inflacionárias do FGTS – Lei Complementar 110/2001

Contribuições de Melhoria

“Contribuição de Melhoria” não deve ser confundida com uma mera contribuição: é espécie tributária autônoma, definida na própria Constituição Federal.
  • Contribuições de Melhoria instituídas pelaUnião
  • Contribuições de Melhoria instituídas pelosEstados
  • Contribuições de Melhoria instituídas peloDistrito Federal
  • Contribuições de Melhoria instituídas pelos municípios

Empréstimos Compulsórios

Também é espécie tributária autônoma.
  • Empréstimo compulsório instituído por ocasião de guerra externa ou de sua iminência; (CF,Art.148)
  • Empréstimo compulsório instituído por ocasião de calamidade pública que exija auxíliofederal impossível de atender com os recursos orçamentários disponíveis; (CF, Art.148)
  • Empréstimo compulsório instituído por ocasião de Conjuntura que exija a absorçãotemporária de poder aquisitivo. (CTN, Art.15)(Este dispositivo não foi recepcionado pelaConstituição da República de 1988)
  • Empréstimo compulsório instituído no caso de investimento público de caráter urgente e derelevante interesse nacional (CF, Art.148)
O IBGE informou que o PIB de 2011 foi de R$ 4,143 trilhões.
Segundo a Receita Federal, a arrecadação em 2011 foi de R$ 969,7 bilhões.
Isso significa que , nossa carga tributária em 2011 foi de 23,4% do PIB.
Em outras palavras, em 2011 trabalhamos 86 dias só para arcar com nossa carga tributária.


Microeconomia / Teoria dos Custos

Teoria dos Custos

Comportamento dos Custos de Produção no Curto Prazo

O exemplo numérico que exporemos a seguir reflete, de maneira bastante simplificada, a visão que os economistas têm sobre o comportamento dos custos de produção no curto prazo.

Numa determinada empresa (Cia. ALPHA), em que o volume mensal de produção possível varia entre zero e dez unidades, o comportamento dos custos está representado na planilha abaixo

Se a empresa nada produzir, ela terá $ 15,00 de custo fixo. Se ela fabricar uma unidade do produto, seu custo total será de $ 17,00 correspondente à soma de $ 15,00 do custo fixo com o custo variável de $ 2,00. Caso a empresa produza duas unidades, o custo total aumenta para $ 18,50 pois, embora o custo fixo permaneça em $ 15,00, o custo variável da fabricação aumenta para $ 3,50. Da mesma forma, a produção de três unidades eleva o custo total para $ 19,50, pois o custo variável correspondente é de $ 4,50, e assim por diante. A produção máxima de 10 unidades implica um custo total de $ 52,50 ($ 37,50 de custo variável mais $ 15,00 de custo fixo).

Break-Even Point – Ponto de Equilíbrio

O objetivo de toda empresa, numa economia de mercado, é o lucro. Este, por definição, é a diferença entre a Receita total e o Custo total. Qual será o ponto que maximiza o lucro da empresa?

O raciocínio é simples: enquanto a próxima unidade produzida e vendida trouxer um acréscimo de receita maior que o custo de produção dessa unidade, haverá um crescimento do lucro total da empresa. Em outras palavras, enquanto a Receita Marginal for superior ao Custo Marginal, o lucro total aumentará. A receita é o produto da quantidade vendida pelo preço de mercado, ou seja,

RT = P x Q

Nessas condições, estamos supondo que o produtor não influencia o preço de mercado. Ou seja, estamos trabalhando com o modelo da concorrência perfeita (reveja a aula anterior). Assim, o preço é fixo, o que faz com que a Receita Marginal seja constante (a empresa receberá pela próxima unidade o mesmo que recebeu pela última). Por sua vez, o Custo Marginal apresenta tendência crescente, a partir da manifestação da Lei dos Rendimentos Decrescentes. Desta forma, a quantidade em que o Custo Marginal se iguala à Receita Marginal representa o ponto de lucro máximo da empresa. Quantidades menores que essa implicam em que há espaço para ganhar lucros adicionais com o aumento da produção e das vendas; quantidades superiores a essa trarão um Custo Marginal maior que a Receita Marginal, reduzindo o lucro total da empresa. Podemos ver esse processo no gráfico abaixo:

A quantidade qe maximiza o lucro da empresa, ao igualar a receita marginal e o custo marginal. Qualquer quantidade à sua esquerda significa lucros menores, pois ainda há espaço para obter RMg > CMg. Qualquer ponto à direita de qe trará prejuízo, reduzindo o lucro total da empresa.

Agora, vamos buscar o extremo oposto, isto é, o ponto abaixo do qual a empresa fechará as portas. Rigorosamente, esse ponto é o que apresenta lucro zero. Neste ponto, a receita da empresa cobre inteiramente os seus custos, sem nenhuma sobra, ou seja:

LT = 0           –>           RT – CT = 0           –>           RT = CT

Ponto de equilíbrio nada mais é do que o valor que a empresa precisa vender para cobrir o custo das mercadorias vendidas, as despesas variáveis e as despesas fixas.  No Ponto de Equilíbrio, a empresa não terá lucro nem prejuízo.

Atualmente na busca da competitividade é fundamental que as empresas conheçam o seu Ponto de Equilíbrio, para tanto, precisam desenvolver essa ferramenta gerencial.

Como já sabemos a diferença entre custo fixo e variável, resta-nos esclarecer o que é Margem de Contribuição:

Chamamos de margem de Contribuição a diferença entre Vendas totais e Custos Variáveis totais.

Exemplo: Vendas totais 100,00 (menos) custos variáveis totais  70,00  =  margem  30,00 .

(100,00 – 70,00) = 30,00 / 100 = 30% (margem em percentual)

São poucas as pequenas organizações empresariais que sabem quais as quantidades mínimas de produtos a serem produzidos ou vendidos para que obtenham resultados positivos, e isto ocorre porque muitas não enxergam o Ponto de Equilíbrio como uma técnica muito útil, de fácil aplicação e outros até mesmo por desconhecê-lo.

Não existe Ponto de Equilíbrio que se possa afirmar ser o ideal. Ele deve ser o mais baixo possível. Quando menor o ponto de equilíbrio, mais segurança para a empresa não entrar na área de prejuízo.

Há várias formas de se  calcular o Ponto de Equilíbrio, usaremos a mais tradicional, onde, conforme o explicado anteriormente, o valor das receitas iguala-se ao das despesas.

O Ponto de Equilíbrio é o quociente simples da divisão dos valores dos custos e despesas fixas pela margem de contribuição.

Exemplo:

 Vendas Totais 100,00

Custos Variáveis Totais  70,00

% margem de contribuição = 30,00     ou    30%

Valor total dos Custos e Despesas Fixas =  15,00

PE = (Custos e Despesas fixas / % margem)

PE  =   15,00 / 30% =  50,00

Dados acima

Ponto de Equilíbrio

Vendas totais

100,00

100,00%

50,00

100,00%

(-) Custos  Variáveis totais

70,00

70,00%

35,00

70,00%

(=) Margem de Contribuição

30,00

30,00%

15,00

30,00%

(-) Custo Fixo Total

15,00

15,00%

15,00

30,00%

(=) Lucro

15,00

15,00%

0,00

0,00%

 Como podemos observar no exemplo, vendendo 100,00, teremos um lucro de 15,00. Se vendermos apenas 50,00, que é o Ponto de Equilíbrio, não teremos lucro nem prejuízo.


Microeconomia / Teoria da Firma / Teoria da Produção

Teoria da Firma / Teoria da Produção

Conceitos Fundamentais

Firma ou empresa: a unidade básica de produção de bens ou prestação de serviços.

Processo produtivo: consiste na combinação de fatores de produção (terra, trabalho, capital) e demais insumos, para resultar num bem ou serviço (chamado de produto).

Empresário: responsável pelas decisões sobre a produção – quais produtos serão gerados, quais métodos e técnicas serão utilizados, qual a combinação de fatores de produção será adotada. Para simplificar, adotamos o modelo do empresário-proprietário (distinto do executivo contratado). O primeiro é dono do capital e pode obter lucro ou prejuízo, isto é, corre riscos.

Curto prazo: no processo produtivo, o curto prazo é aquele período de tempo no qual pelo menos um dos fatores de produção é fixo. Ou seja, quando consideramos uma fazenda ou sítio, a terra, por exemplo, não será ampliada em extensão (o que envolveria novos investimentos). Numa fábrica ou oficina, o capital físico (máquinas, instalações) também será constante, podendo variar o fator trabalho e as matérias-primas, energia, etc.

Longo prazo: considera-se aqui um período mais amplo de tempo, no qual todos os fatores são considerados variáveis.

Função de produção: é a relação matemática que expressa as quantidades dos diversos insumos necessárias à produção de uma unidade do bem final. De forma alternativa, também pode ser entendida como a quantidade máxima do bem final, que se obtém com o uso de quantidades definidas dos fatores de produção. Seu formato geral é:

Q = f (N, T, K)

Q = quantidade do bem final

N = recursos naturais utilizados (o fator terra, ou natureza)

T = quantidades de trabalho utilizadas

K = quantidades de capital utilizadas

Em geral, com a tecnologia disponível em cada momento, há mais de uma função de produção possível para cada bem ou serviço que se deseja produzir. A alternativa mais conhecida é aquela que combina muito trabalho e pouco capital (máquinas) ou muito capital e pouco trabalho. Cabe ao empresário a definição da função de produção mais adequada. Essa decisão corresponde à resposta à pergunta “Como produzir?”, mencionada na Aula 1 (reveja).

O empresário tomará essa decisão baseado no critério de eficiência. Há duas conotações diferentes para esse termo:

• eficiência técnica: significa o máximo de produto físico possível usando o mínimo de quantidade física possível de fatores de produção. Ou seja, entre dois métodos, aquele que permite a obtenção da mesma quantidade do bem final com o uso de menores quantidades de todos ou de pelo menos um dos fatores de produção; é o mais eficiente em termos técnicos;

• eficiência econômica: neste conceito, devemos considerar os preços dos fatores de produção. Será mais eficiente em termos econômicos aquele método que representar menor custo de produção para produzir o mesmo volume de bens finais. O método mais eficiente em termos econômicos pode divergir daquele mais eficiente em termos técnicos, porque os preços dos fatores variam diferentemente entre si. Talvez o uso do fator trabalho em maior escala não seja tecnicamente mais eficiente, mas economicamente pode ser que sim, se o trabalho se desvalorizar ou se o capital se valorizar mais que aquele fator.

O critério da eficiência econômica é o que irá pesar na decisão do empresário sobre a melhor função de produção para sua empresa, dada a escolha do produto.

Receita, Custo e Lucro

O objetivo de toda firma, numa economia de mercado, é o lucro. Ignoraremos aqui as organizações sem fins lucrativos e o governo, tomando somente as empresas que visam lucro.

Por definição, os lucros são obtidos pela diferença entre a Receita Total da empresa e seus Custos Totais. No caso da receita, basta multiplicar a quantidade total de produtos vendidos por período de tempo (mês, ano) por seus preços. Assim, RT = Q x P.

Já no tocante aos custos, os economistas têm uma apreciação diferente dos contabilistas. Estes últimos consideram custos apenas as despesas efetivamente incorridas para realizar as atividades da empresa. Para os economistas, estes custos (explícitos) são somente uma parte do total. Há custos implícitos que devem ser computados.

Chamamos custo de oportunidade os custos representados pelo que se deixa de ganhar de um lado para poder ganhar de outro. Se você resolver guardar dinheiro para abrir um negócio, no momento de retirar esse dinheiro para iniciar de fato as atividades, você estará perdendo a remuneração da aplicação financeira em que estava posicionado. Esse é o custo de oportunidade de seu novo negócio.

Ele deve ser acrescentado aos custos explícitos (aluguel, compra de materiais etc.) para obter-se o custo total.

Na maioria das atividades produtivas, há um custo pelo uso da terra: na agricultura, o aumento ou queda da produção não influenciará a cada momento o dispêndio com novas glebas, o qual será constante.

Se a terra for alugada, o valor do aluguel tampouco se altera com as mudanças na produção. Na área urbana – cujas atividades típicas são a indústria, o comércio e os serviços -, além do custo de aquisição ou aluguel de terrenos, há também o custo das edificações, próprias (depreciação) ou alugadas.

O mesmo vale para o maquinário: não se altera em curto prazo e tem custos fixos de manutenção e depreciação. Há, ainda, custos fixos ligados à área administrativa. Todos esses custos são, de certa forma, independentes do volume de produção. A rigor, mesmo com produção zero, o empresário incorrerá neles.

Pense numa fábrica de jeans, ou num escritório de informática. Parece claro que, se a demanda aumentar, o empresário contratará mais mão-de-obra direta (aquela que é utilizada na atividade-fim da empresa): operários têxteis no primeiro exemplo, digitadores, programadores e analistas no segundo. Mas, e quanto ao setor administrativo (Deptos. de Pessoal, Financeiro, Almoxarifado, Serviços Gerais)?

Aumentará e diminuirá de acordo com os movimentos da produção? Óbvio que não.

Isso somente ocorrerá se a escala geral da empresa aumentar em caráter mais definitivo (e, nesta hipótese, provavelmente o terreno, as instalações físicas e o maquinário também terão que ser ampliados). Essa situação caracteriza o longo prazo – não o curto prazo, no qual um ou alguns fatores são fixos

No curto prazo, costumam variar a mão-de-obra direta, as matérias-primas, a energia, o combustível utilizado e alguns outros fatores relacionados ao volume da produção. Porém, terra, maquinário, instalações físicas, serviços administrativos e gerais costumam ser fixos – não variam com os fluxos da produção. Isto altera as noções de custo que vimos até o momento.

Precisamos separar o Custo Total em Custo Fixo e Custo Variável.

Custo fixo é o que ocorre independentemente do ato produtivo (venda), e desse modo são entendidos todos os custos suportados para que a empresa se encontre apta a funcionar: aluguel, impostos prediais, depreciações, vigilância, despesas administrativas.

Custo variável é o que ocorre à medida que a  produção (venda) se desenvolve, como a matéria prima, a mão de obra, custo dos produtos vendidos e, quase sempre, comissões, impostos sobre as vendas.

O custo fixo e o custo variável têm conceitos antagônicos,  numa situação é constante e na outra varia, e vice-versa; pode ser visualizado da seguinte forma:

Espécie de custo    Em relação à variação do volume
 Fixo Não varia
 Variável  Varia proporcionalmente ao volume

Microeconomia / Teoria do Consumidor

Microeconomia

A Microeconomia é definida como um problema de alocação de recursos escassos em relação a uma série possível de fins. Os desdobramentos lógicos desse problema levam ao estudo do comportamento econômico individual de consumidores, e firmas bem como a distribuição da produção e rendimento entre eles. A Microeconomia é considerada a base da moderna teoria econômica, estudando suas relações fundamentais.

As famílias são consideradas fornecedores de trabalho e capital e demandantes de bens de consumo. As firmas são consideradas demandantes de trabalho e fatores de produção e fornecedoras de produtos.

Os consumidores maximizam a utilidade a partir de um orçamento determinado. As firmas maximizam lucro a partir de custos e receitas possíveis.

A microeconomia procura analisar o mercado e outros tipos de mecanismos que estabelecem preços relativos entre os produtos e serviços, alocando de modos alternativos os recursos dos quais dispõe determinados indivíduos organizados numa sociedade.

A microeconomia preocupa-se em explicar como é gerado o preço dos produtos finais e dos fatores de produção num equilíbrio, geralmente perfeitamente competitivo. Divide-se em:

Teoria do Consumidor: Estuda as preferências do consumidor analisando o seu comportamento, as suas escolhas, as restrições quanto a valores e a demanda de mercado. A partir dessa teoria se determina a curva de demanda.

Teoria da Firma: Estuda a estrutura econômica de organizações cujo objetivo é maximizar lucros. Organizações que para isso compram fatores de produção e vendem o produto desses fatores de produção para os consumidores. Estuda estruturas de mercado tanto competitivas quanto monopolísticas. A partir dessa teoria se determina a curva de oferta.

Teoria da Produção: Estuda o processo de transformação de fatores adquiridos pela empresa em produtos finais para a venda no mercado. Estuda as relações entre as variações dos fatores de produção e suas conseqüências no produto final. Determina as curvas de custo, que são utilizadas pelas firmas para determinar o volume ótimo de oferta.

A Microeconomia, ou teoria dos preços, analisa a formação de preços no mercado, ou seja, como a empresa e o consumidor interagem e decidem qual o preço e a quantidade de determinado bem ou serviço em mercados específicos.

Assim, enquanto a Macroeconomia enfoca o comportamento da Economia como um todo, considerando variáveis globais como consumo agregado, renda nacional e investimentos globais, a análise microeconômica preocupa-se com a formação de preços de bens e serviços (por exemplo, soja, automóveis) e de fatores de produção (salários, aluguéis, lucros) em mercados específicos.

A teoria microeconômica não deve ser confundida com a economia de empresas pois tem enfoque distinto. A Microeconomia estuda o funcionamento da oferta e da demanda na formação do preço no mercado, isto é, o preço obtido pela interação do conjunto de consumidores com o conjunto de empresas que fabricam um dado bem ou serviço.

Do ponto de vista da economia de empresas, que estuda uma empresa específica, prevalece a visão contábil-financeira na formação do preço de venda de seu produto, baseada principalmente nos custos de produção, enquanto na Microeconomia predomina a visão do mercado

Teoria do Consumidor

A Teoria do Consumidor, ou Teoria da Escolha, é uma teoria microeconômica, que busca descrever como os consumidores tomam decisões de compra e como eles enfrentam os tradeoffs* e as mudanças em seu ambiente. Os fatores que influenciam as escolhas dos consumidores estão basicamente ligados à sua restrição orçamentária e preferências.

Os principais instrumentos para a análise e determinação de consumo são a curva de indiferença e a restrição orçamentária.

Para a Teoria do Consumidor, as pessoas escolhem obter um bem em detrimento do outro em virtude da utilidade que ele lhe proporciona.

*Trade-off ou tradeoff é uma expressão que define uma situação em que há conflito de escolha. Ocorre quando se abre mão de algum bem ou serviço distinto para se obter outro bem ou serviço distinto.


Mercado de Trabalho

A atividade econômica e o comportamento do mercado de trabalho

Regra geral, em períodos longos, o crescimento econômico conduz a um crescimento dos principais indicadores do mercado de trabalho. Os salários reais sobem, pois, como crescimento, mais bens são colocados a disposição da coletividade, assim como o nível de produtividade do trabalho é maior. Nenhuma inferência, contudo, pode ser extraída com relação à distribuição de renda. O emprego cresce porque ampliam-se as oportunidades de trabalho, seja pelo surgimento de novas ocupações, seja pelo aumento de novas vagas em firma já instalada. \a produtividade cresce porque, regra geral, utiliza maior quantidade de capital ou instrumentos de trabalho tecnologicamente mais avançados por unidade de trabalho. Além disso, os trabalhadores educam-se e treinam-se tornado-se mais eficientes. A rotatividade cresce com a ampliação das oportunidades de emprego, os trabalhadores têm maiores chances de mobilidade ocupacional e/ou entre firmas, ou mesmo buscam maior salário na mesma ocupação.

Pesquisa Mensal de Emprego

PME é uma pesquisa de periodicidade mensal sobre mão-de-obra e rendimento do trabalho.

Os dados são obtidos de uma amostra probabilística de, aproximadamente, 38.500 domicílios situados nas Regiões Metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Os dados referem-se a determinados períodos de tempo denominados Períodos de referência – os mais importantes são:

  • Semana de referência
    Semana de domingo a sábado, que precede a semana para a realização da entrevista.
  • Período de referência de 30 dias
    São os 30 dias que antecedem a semana fixada para a entrevista.
  • Mês de referência
    Aquele que antecede ao mês de realização da pesquisa. Os dados divulgados são relativos às pessoas de 15 anos e mais de idade e à semana de referência, com exceção da taxa de desemprego aberto que é divulgada também para o período de 30 dias e dos rendimentos que são relativos ao mês de referência da pesquisa.

2. Conceitos Principais

Introdução

A pesquisa segue as recomendações da Organização Internacional do Trabalho e objetiva produzir resultados que facilitem a análise de sua série em conjunto com as contas nacionais e que viabilizem a comparação a nível internacional.

Assim, os procedimentos metodológicos visam separar os indivíduos que trabalham daqueles que não trabalham (os que procuram trabalho e os inativos).

O conceito fundamental é o de trabalho: significa a ocupação econômica remunerada em dinheiro, produtos ou outras formas não monetárias, ou a ocupação econômica sem remuneração, exercida pelo menos durante 15 horas na semana, em ajuda a membro da unidade domiciliar em sua atividade econômica, ou a instituições religiosas beneficentes ou em cooperativismo ou, ainda, como aprendiz ou estagiário. Para os indivíduos que trabalham investiga-se a ocupação, o ramo de atividade, a posição na ocupação, a existência de mais de um trabalho, o rendimento efetivamente recebido no mês anterior, o número de horas efetivamente trabalhadas, etc.

Para os indivíduos que procuram trabalho investiga-se a providência tomada, o tempo de procura, se trabalharam antes com ou sem remuneração, a ocupação, o ramo de atividade e a posição na ocupação do último trabalho. Para os inativos, se procuraram trabalho no período de referência de 30 ou 60 dias.

Conceitos População em Idade Ativa

Compreende as população economicamente ativa e a população não economicamente ativa.

I) População Economicamente Ativa

Compreende o potencial de mão-de-obra com que pode contar o setor produtivo, isto é, apopulação ocupada e a população desocupada, assim definida: população ocupada – aquelas pessoas que, num determinado período de referência, trabalharam ou tinham trabalho mas não trabalharam (por exemplo, pessoas em férias).

As pessoas ocupadas são classificadas em:

  1. Empregados – aquelas pessoas que trabalham para um empregador ou ou mais, cumprindo uma jornada de trabalho, recebendo em contrapartida uma remuneração em Dinheiro ou outra forma de pagamento (moradia, alimentação, vestuário, etc.).

Incluem- se, entre as pessoas empregadas, aquelas que prestam serviço militar obrigatório e os clérigos.

Os empregados são classificados segundo a existência ou não de carteira de trabalho assinada.

  1. Conta Própria – aquelas pessoas que exploram uma atividade econômica ou exercem uma profissão ou ofício, sem empregados.
  2. Empregadores – aquelas pessoas que exploram uma atividade econômica ou exercem uma profissão ou ofício, com auxílio de um ou mais empregados.
  3. Não Remunerados – aquelas pessoas que exercem uma ocupação econômica, sem remuneração, pelo menos 15 horas na semana, em ajuda a membro da unidade domiciliar em sua atividade econômica, ou em ajuda a instituições religiosas, beneficentes ou de cooperativismo, ou, ainda, como aprendiz ou estagiário.

População Desocupada – aquelas pessoas que não tinham trababalho, num determinado período de referência, mas estavam dispostas a trabalhar, e que, para isso, tomaram alguma providência efetiva (consultando pessoas, jornais, etc.).

II) População Não Economicamente Ativa

As pessoas não classificadas como ocupadas ou desocupadas.

Rendimento do Trabalho

Para os empregados, considera-se a remuneração efetivamente recebida no mês de referência.

Assim sendo, incluem-se as parcelas referentes ao 13º, 14º, 15º salários e a participação nos lucros paga pela empresa, ou outra gratificação, no mês de referência. Para osempregadores e para as pessoas que trabalham por conta própria considera-se a retirada feita ou o ganho líquido recebido efetivamente no mês de referência.

Define-se como ganho líquido o rendimento bruto menos as despesas efetuadas com o negócio ou profissão (salário de empregados, despesas com matéria-prima, energia elétrica, telefone, etc.).

Para a pessoa que recebe, pelo seu trabalho, em produtos ou mercadorias, considera-se o valor de mercado dos produtos recebidos.

Para a pessoa que estiver licenciada por instituto de previdência, considera-se o rendimento bruto do benefício (auxílio-doença, auxílio por acidente de trabalho, etc.), efetivamente recebido no mês de referência.

3. Indicadores

A partir dos dados levantados pela pesquisa, são gerados mensalmente vários indicadores, como: Taxa de Desemprego Aberto – relação entre o número de pessoas desocupadas (procurando trabalho) e o número de pessoas economicamente ativas num determinado período de referência.

  1. Taxa de Desemprego Aberto – pessoas que nunca trabalharam – relação entre o número de pessoas desocupadas que nunca trabalharam e o número de pessoas economicamente ativas, num determinado período de referência.
  2. Taxa de Desemprego Aberto – pessoas que já trabalharam – relação entre o número de pessoas desocupadas que trabalharam e o número de pessoas economicamente ativas, num determinado período de referência.
  3. Taxa de Desemprego Aberto por Setor de Atividade – relação entre o número de pessoas desocupadas cujo último trabalho foi num determinado setor (indústria de transformação, comércio, construção civil, serviços ou outras atividades) e o número de pessoas economicamente ativas no respectivo setor, num determinado período de referência.

Taxa de Atividade – relação entre o número de pessoas economicamente ativas e o número de pessoas em idade ativa num determinado período de referência.

Proporção de Pessoas Ocupadas por Setor de Atividade – relação entre o número de pessoas ocupadas num determinado setor (indústria de transformação, comércio, construção civil, serviços ou outras atividades) e o número de pessoas ocupadas, num determinado período de referência.

Proporção de Pessoas Ocupadas por Posição na Ocupação – relação entre o número de pessoas ocupadas em cada posição (empregados com ou sem carteira assinada conta própria e empregadores) e o número de pessoas ocupadas, num determinado período de referência.

4. Sazonalidade dos Indicadores Alguns indicadores da Pesquisa Mensal de Emprego apresentam movimentos tipicamente sazonais, como, por exemplo, a diminuição do número de pessoas desocupadas (procurando trabalho) no último trimestre do ano e o aumento dos rendimentos médios reais no mês de dezembro, Devido ao recebimento do 13º salário e gratificações normais nesta época do ano.